Folha de S. Paulo


Toyota lança robô bebê para despertar instinto maternal no Japão

Toshifumi Kitamura/AFP
This picture taken on September 27, 2016 shows a Toyota employee displaying the company's new communication robot 'Kirobo Mini' during a press preview in Tokyo. Equipped with artificial intelligence and a built-in camera, the robot is capable of recognising the face of the person speaking to him and responding in unscripted conversation or even starting a chat. / AFP PHOTO / TOSHIFUMI KITAMURA ORG XMIT: KIT027
Funcionária da Toyota mostra o robô Kirobo Mini, revelado nesta segunda (3)

A Toyota revelou nesta segunda-feira (3) um robô com grandes olhos, que cabe na palma da mão, apelidado de Kirobo Mini, e projetado para ser um bebê sintético no Japão, país com queda no número de nascimentos.

O empreendimento de negócios não automotivos da Toyota visa atingir uma tendência demográfica que colocou o Japão na linha de frente do envelhecimento dentre as nações mais industrializadas do mundo. Há uma contração sem precedentes da população para um país que não está em guerra ou é afetado por fome ou doença.

"Ele balança um pouquinho e isso é feito para imitar um bebê sentado, que não desenvolveu totalmente a capacidade de se balançar sozinho", disse Fuminori Kataoka, o engenheiro-chefe de projeto do Kirobo Mini. "Esta vulnerabilidade é feita para evocar uma conexão emocional".

A Toyota planeja vender o Kirobo Mini, que pisca seus olhos e fala com uma voz parecida com a de um bebê por 39.800 ienes (cerca de R$ 1.230) no Japão ano que vem. Ele também vem com um "berço" que se desdobra em cadeirinha de bebê projetada para caber no porta-copos dos carros.

O bebê autômato da Toyota se junta a uma crescente lista de robôs de companhia. Entre eles, o Jibo, projetado por especialistas em robótica do MIT (Massachusetts Institute of Technology) para parecer uma lâmpada giratória.

Outro projeto da empresa é batizado de Paro. Trata-se de uma foca robótica bebê vendida pela empresa japonesa Intelligent System como uma máquina terapêutica. Seu objetivo é acalmar pacientes mais velhos que sofrem com problemas psicológicos. Aproximadamente um quarto da população japonesa tem mais de 65 anos e a escassez de cuidadores pressiona os serviços sociais.


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