Folha de S. Paulo


Avaliação de Temer se mantém e 39% reprovam o presidente, diz pesquisa

Alan Marques/Folhapress
O presidente Michel Temer (PMDB) preside reunião do Camex no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta quarta-feira
O presidente Michel Temer (PMDB) em reunião no Palácio do Planalto, em Brasília (DF)

O governo Michel Temer é reprovado por 39% da população, aponta pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça (4). O levantamento realizado em setembro mostra que esse percentual, formado por pessoas que consideram a gestão ruim ou péssima, se manteve estável em relação à pesquisa anterior, de junho.

Apenas 14% classificam o governo como ótimo ou bom, em comparação aos 13% da última pesquisa. A oscilação também está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais.

Pesquisa CNI-Ibope - Avaliação do governo Michel Temer - Em %

Os que consideram a gestão regular somam 34%.

De acordo com o levantamento, 20% dos entrevistados com renda familiar acima de cinco salários mínimos avaliam o governo como ótimo ou bom. A maior piora na avaliação vem dos jovens de 16 a 24 anos. Nesse grupo, o percentual que avalia o governo como ruim ou péssimo subiu de 33% para 38%.

Foram realizadas 2.002 entrevistas em 143 municípios entre os dias 20 e 25 de setembro de 2016.

TEMER X DILMA

Apesar da estabilidade, a pesquisa aponta um aumento do percentual de pessoas que consideram a gestão Temer pior que a da ex-presidente Dilma Rousseff, cassada em agosto. A comparação desfavorável ao peemedebista subiu de 25% para 31%.

O grupo que avalia atual governo como sendo melhor que o da petista subiu de 23% para 24%, índice estável pela margem de erro.

Os que acreditam que Temer é melhor, segundo o levantamento, são, principalmente, residentes da região Sul e aqueles com renda familiar superior a cinco salários mínimos. Os que acham que Dilma é melhor são, principalmente, residentes da região Nordeste e aqueles com renda familiar de até um salário mínimo.

A última pesquisa do Ibope realizada quando Dilma ainda não tinha sido afastado do cargo, em março de 2016, indicou que 10% consideravam sua gestão ótima ou boa e 69% ruim ou péssima.


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