Folha de S. Paulo


'Não tenho por que pedir demissão', diz Jucá sobre gravações

Pedro Ladeira - 5.abr.16/Folhapress
Romero Jucá, ministro do Planejamento, disse que criar novo imposto não é a primeira opção do governo
Romero Jucá (PMDB-RR), senador licenciado e ministro do Planejamento, em fala no Senado Federal

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou à Folha nesta segunda (23) que não pensa em pedir demissão do cargo e que está "tranquilo" em relação ao teor das conversas divulgadas pelo jornal em que ele fala em "estancar a sangria" da Operação Lava Jato.

"É estancar a sangria da economia, do que está ocorrendo com o país, qual é a vantagem de mudança do governo. A Lava Jato era o âmago do governo, isso tem uma sangria econômica, social, política. A Lava Jato é importante, tem que investigar, mas tem de delimitar", afirmou, sobre o diálogo que travou com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

O ministro disse ainda que conversou na noite de domingo (22) com o presidente interino, Michel Temer, e que não pensa em pedir demissão do cargo. "Não, não. Por que vou pedir demissão se estou dizendo isso [sobre Lava Jato] desde o começo?". Segundo ele, no entanto, a decisão sobre sua permanência é de Temer.

"Estou muito tranquilo, o que disse ao Sérgio Machado é o que tem dito aos jornalistas, não tem nenhum tipo de interferência na Lava Jato. É só pegar o contexto da conversa. Tem que separar o que ele disse do que eu digo", ressaltou Jucá.

Segundo ele, a conversa ocorreu em seu gabinete ou na sua casa. "O Sérgio Machado me procurou uma vez no início do ano, ele veio na minha casa. Foi no meu gabinete ou na minha casa essa conversa". "Não disse nada que eu não sustente, não explique", afirmou.

Jucá confirmou que vai ao Senado com Temer nesta segunda para discutir as questões econômicas do governo.


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