Folha de S. Paulo


Líder nas pesquisas no RS faz piada com professores e pede desculpas

O candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, fez uma piada sobre o pagamento do piso nacional dos professores e, depois, acabou pedindo desculpas pela declaração.

Em entrevista ao portal Terra nesta segunda-feira (20), o peemedebista falava sobre propostas para a educação quando disse: "O piso, eu vou lá na Tumelero [loja de material de construção] e eles te dão um piso melhor... Ali tem piso bom".

Horas depois, a declaração começou a ser divulgada nas redes sociais por militantes do candidato petista Tarso Genro, com quem Sartori disputa o segundo turno. O governador Tarso publicou o trecho em sua página no Youtube.

Veja vídeo

Ainda ontem, o sindicato Cpers (Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul) repudiou a fala do candidato do PMDB em nota. Disse no comunicado que o tema "não deve ser objeto de chacota ou brincadeiras" e que o episódio mostrou falta de respeito.

Diante da má repercussão, Sartori, também em nota, afirmou que o vídeo divulgado tirava a declaração do contexto. Mas pediu desculpas "por qualquer mal-estar causado" e lembrou que também já foi professor. Ele disse ainda que está sendo vítima de um "vale-tudo" do PT na reta final da campanha.

O pagamento do piso nacional do magistério foi um dos principais assuntos do governo Tarso Genro. A oposição e o sindicato criticaram o governador por não pagar a remuneração, apesar de ter assinado a lei que criou o piso na época em que foi ministro do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O piso nacional é R$ 1.697 por 40 horas. O governo Tarso afirma que nenhum professor recebe menos do que isso porque o Estado paga um complemento para quem tem salário-base fixado abaixo do valor.

Mas o sindicato reclama que isso não representa o cumprimento da lei porque não respeita o plano de carreira.

Sérgio Lima/Edu Andrade/Folhapress
Os candidatos Tarso Genro (PT), à esq., e José Ivo Sartori (PMDB), do Rio Grande do Sul
Os candidatos Tarso Genro (PT), à esq., e José Ivo Sartori (PMDB), do Rio Grande do Sul

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