Folha de S. Paulo


Aécio viaja 7 vezes para Minas em 7 dias

Distante de uma vaga no segundo turno da corrida presidencial, Aécio Neves (PSDB) passou a concentrar sua agenda em Minas Gerais, onde ele ainda não deslanchou apesar de ser seu reduto político.

Nos últimos sete dias, de 11 viagens do tucano, sete foram para cidades mineiras. Ele tenta evitar uma derrota dupla –nacional e estadual– já na primeira etapa da eleição.

Depois de quase 12 anos sob o poder de aliados de Aécio, que governou Minas de 2003 a 2010, o PT é agora favorito para o governo do Estado.

Segundo pesquisa Ibope desta semana, a diferença entre Pimenta da Veiga (PSDB), candidato de Aécio ao governo, e Fernando Pimentel (PT), que lidera a corrida, é de 19 pontos –25% ante 44%.

Após a entrada de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial, Aécio havia despencado para a terceira colocação em seu próprio Estado.

Editoria de Arte/Folhapress

Agora, recuperou a segunda posição, atingindo 31% das intenções de voto dos mineiros no último levantamento, ante 32% da presidente Dilma Rousseff (PT). Na média do país, Aécio tem 19%.

O plano inicial do tucano, no entanto, era abrir uma ampla frente de votos em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil.

Na tentativa de ampliar seu apoio no Estado e ajudar Pimenta a diminuir a diferença sobre o candidato do PT ao governo, Aécio agendou outras duas visitas a Minas Gerais no último final de semana antes do primeiro turno.

Nesta quarta-feira (24), o presidenciável tucano esteve em Uberaba e em Belo Horizonte, onde fez um novo apelo aos conterrâneos.

"Faço um grande chamamento aos mineiros e às mineiras para que nos levantemos e nos coloquemos de pé contra a corrupção e a ineficiência, que não queremos no nosso Estado", disse Aécio.

"Vamos chegar na frente em Minas Gerais, porque a nossa candidatura, a minha candidatura, traz o sentimento, a história, os valores de Minas Gerais", afirmou o tucano no Triângulo Mineiro, também nesta quarta (24).

Nas últimas semanas, a campanha tucana em Minas passou por mudanças.

Andréa Neves, irmã de Aécio, assumiu o comando das ações de comunicação. Na TV e nos discursos, adotou-se uma linha de ataques a Pimentel e ao PT. Servidores comissionados do Estado foram mobilizados, bem como aliados nos municípios.


Endereço da página:

Links no texto: