Folha de S. Paulo


Pesquisas apontam empate técnico dois dias antes de eleições no Peru

A três dias do segundo turno da eleição peruana, a disputa voltou a embolar. Se há uma semana Keiko Fujimori mantinha diferenças de 6 a 7 pontos com relação a seu rival, Pedro Pablo Kuczynski, agora os principais institutos de pesquisa do país voltam a apontar para um empate técnico.

Em entrevista a jornalistas estrangeiros na manhã desta sexta (3), os institutos de pesquisa atribuíram o crescimento do candidato de centro-direita PPK a seu bom desempenho no debate do último domingo (29), à marcha antifujimorista da última terça (31) e ao apoio da socialista Veronika Mendoza, candidata que havia ficado em terceiro lugar no primeiro turno.

Martin Mejia -2.jun.2016/Associated Press
Candidata presidencial Keiko Fujimori dança com seu marido, Mark Villanella, durante comício em Lima
Candidata presidencial Keiko Fujimori dança com seu marido, Mark Villanella, durante comício em Lima

Mendoza, que vinha mantendo silêncio desde então, declarou-se nesta semana a favor de um voto a PPK como "medida de urgência" para evitar a volta do fujimorismo.

O instituto Ipsos, o mais confiável, disse que a tendência de diminuição da diferença é um fato, mas que só divulgará seus novos números neste sábado (4).

Outro instituto também respeitado, o GFK, disse que a diferença agora entre os dois candidatos é de 50,3%, para Keiko, contra 49,7% (de votos válidos), para PPK, em sondagem realizada no dia seguinte à marcha.

Já a empresa Datum apontou para 52,1% para Keiko contra 47,9% para PPK (também em votos válidos).

ESQUERDA

"Nós estamos seguros de que nenhuma das alternativas nos representa, mas deixar que o fujimorismo ganhe seria um retrocesso preocupante para nossa democracia", disse à Folha Veronika Mendoza, justificando seu apoio declarado nos últimos dias.

O apoio da esquerda a PPK, porém, irá apenas até domingo. "Não vamos participar de um governo dele, nem que nos convide, porque as diferenças programáticas e ideológicas são evidentes. Estamos preocupados com o fujimorismo e por isso pedimos o voto a PPK. Mas seremos oposição a ele, vigilante e democrática, desde o primeiro dia de um provável governo dele", concluiu.


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