O procurador-geral da França, François Molins, informou que 89 pessoas foram mortas por atiradores dentro da casa de shows Bataclan, um dos locais atacados durante os atentados a Paris nesta sexta-feira (13).
A casa noturna, que recebia um show, foi invadida por um número ainda desconhecido de atiradores que dispararam contra o público. Segundo integrantes da polícia, três terroristas foram mortos durante a invasão ao local.
O presidente François Hollande foi ao local, acompanhado do primeiro-ministro, Manuel Valls, e dos ministros Bernard Cazeneuve (Interior) e Christiane Taubira (Justiça), com quem se reuniu minutos antes.
Além do Bataclan, restaurantes foram alvos de homens armados e homens-bomba detonaram explosivos ao lado do Stade de France, onde jogavam as seleções de França e Alemanha.
HOLLANDE
Mais cedo, Hollande decretou estado de emergência e fechou as fronteiras de todo o país após a série de ataques em Paris. Para o presidente, as forças de segurança "enfrentam ataque único".
"Frente ao terror, a França deve ser forte, tem que ser forte. O que os terroristas querem é nos assustar, mas enfrentam uma nação que sabe se defender."
O presidente, que cancelou sua participação no G20 neste fim de semana, também pediu que a população se mantenha unida e calma.
Esta é a primeira vez que as autoridades francesas decretam estado de emergência em todo o país desde a Guerra da Argélia (1954-1962). Com a medida, o governo tem poder de controlar o tráfego e fechar espaços públicos.
Em nota, a Presidência francesa informou que 1.500 militares foram mobilizados para o patrulhamento das ruas e o controle das fronteiras. O governo voltará a se reunir neste sábado (14) para decidir as próximas providências.
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