Folha de S. Paulo


Após mais de uma década, Ibmec volta a São Paulo

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Foto Divulgacao Fachada do Ibmec no Rio de Janeiro, na Barra Divulgacao ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
Fachada do Ibmec na Barra da Tijuca, no Rio

Depois de mais de uma década proibido de atuar no mercado de São Paulo, o Ibmec vai voltar. Em março, a instituição inaugura um campus na capital paulista, localizado na alameda Santos.

Os primeiros cursos oferecidos serão de pós-graduação, com MBA (mestrado em administração de negócios) e LLM (mestrado em direito corporativo). Nessa primeira etapa, também haverá cursos in-company, contratados por empresas com formato personalizado.

Os cursos de graduação para o mercado paulistano ainda estão em processo de credenciamento no MEC (Ministério da Educação). A expectativa é que a graduação no campus de São Paulo comece em 2018, segundo o vice-presidente do Ibmec, Thiago Sayão.

Em uma terceira fase, ainda sem data estimada, chegarão a São Paulo os mestrados de administração e economia que a instituição já oferece na unidade do Rio, onde há cursos de graduação de engenharia, comunicação e direito.

FORA DE SÃO PAULO

A instituição foi fundada no Rio de Janeiro em 1970, como Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, e ficou conhecida como pioneira no MBA em finanças do Brasil. As graduações em administração e economia, também no Rio, só vieram nos anos 1990.

A proibição de vir para São Paulo ficou determinada em um contrato assinado em 2003, quando Paulo Guedes vendeu sua participação a Cláudio Haddad, separando a sociedade.

A parte que ficou com Haddad em São Paulo continuou usando a marca Ibmec até 2009, quando, definitivamente, passou a ser chamada de Insper, uma instituição sem fins lucrativos, ao contrário do Ibmec.

Na ocasião, o Ibmec ficou com as praças do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de Brasília, mas já era uma instituição separada, sem ligação com o Insper.

O Ibmec tem hoje aproximadamente 15 mil alunos em todos os mercados onde atua.

Pelo contrato, ele não poderia trazer a marca Ibmec a São Paulo até maio de 2016.

Logo após a separação da sociedade, Haddad manteve presença nos dois grupos, mas vendeu sua parte em 2015, quando a multinacional de educação DeVry comprou toda a operação do Ibmec no Brasil por cerca de R$ 700 milhões.

Desde então, não restou mais nenhum vínculo entre as instituições.

POTENCIAL

"O Ibmec São Paulo tem potencial para ser maior que a operação do Rio", afirma Thiago Sayão.

No Rio de Janeiro, a escola tem hoje aproximadamente 7.500 alunos.

Segundo o diretor de soluções corporativas do Ibmec, Antonio Carlos Kronemberger, a instituição vai oferecer intercâmbios com a DeVry em Chicago, desde seu primeiro ano de atuação na capital.

A escola do Rio já desenvolve um intercâmbio para Chicago com número limitado de vagas, mas a ideia é ampliar a programa para todos os alunos.


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