Folha de S. Paulo


Obama recebe atletas negros que protestaram nos Jogos de 1968

Andrew Harnik/Associated Press
1968 US Olympic athletes Tommie Smith, right, and John Carlos, left, stand as they are recognized by President Barack Obama during a ceremony in the East Room of the White House in Washington, Thursday, Sept. 29, 2016, where the president honored the 2016 United States Summer Olympic and Paralympic Teams. Smith and Carlos extended their gloved hands skyward in racial protest during the playing of
John Carlos, esq., e Tommie Smith, dir., se levantam ao serem citados pelo presidente Barack Obama em encontro com atletas olímpicos na Casa Branca

Jesse Owens, Tommie Smith, John Carlos e outros atletas negros americanos ignorados ou hostilizados apesar das façanhas olímpicas foram homenageados pelo presidente Barack Obama nesta quinta-feira (29), em cerimônia realizada na Casa Branca.

"Estamos honrados por termos os lendários Tommie Smith e John Carlos conosco aqui hoje. O protesto potente e silencioso nos Jogos de 1968 foi polêmico, mas despertou as consciências", elogiou Obama.

Medalhistas de ouro e bronze nos 200 m rasos, Smith e Carlos provocaram uma grande polêmica ao levantar o punho no pódio olímpico, usando luva preta, durante o hino americano, para protestar contra a segregação racial nos Estados Unidos.

Normalmente, todos os medalhistas americanos têm a honra de serem recebidos na Casa Branca, mas isso não aconteceu em 1968 com os velocistas, por conta da controvérsia.

Outro herói olímpico ignorado foi Jesse Owens, que não foi recebido por Franklin D. Roosevelt em 1936, quando voltou de Berlim com quatro medalhas de ouro conquistadas em meio ao regime nazista de Adolf Hitler.

Owens, Smith e Carlos "abriram o caminho" rumo a uma diversidade maior nas delegações olímpicas dos Estados Unidos.

Este reconhecimento acontece em meio a um clima tenso por conta da morte de vários negros por policiais nos últimos meses, provocado manifestações em todo o país.


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