Folha de S. Paulo


Mais times do coração

Nacho Doce/Reuters
Vista aérea do Maracanã feita em janeiro de 2017
Vista aérea do Maracanã feita em janeiro de 2017

RIO DE JANEIRO - Leitores me cobraram pelas omissões na coluna de sábado (10), em que listei os times do coração de alguns clássicos da música e da literatura. Por questão de espaço, elas eram inevitáveis. Pois aqui vão mais listas –e, certamente, novas omissões.

A grande dupla das chanchadas tomava partido: Oscarito era América; Grande Otelo, Flamengo. As rainhas dos auditórios, também: Emilinha (e Dalva de Oliveira), Botafogo; Marlene, Fluminense. Mas Virgínia Lane, "a vedete do Brasil", era Flamengo, assim como Ângela Maria, Elza Soares e as irmãs Linda e Dircinha Baptista. Cauby Peixoto, idem. Roberto Silva, o maior cantor que o Brasil não descobriu, era Botafogo. Pery Ribeiro, também. Orlandivo, Fluminense. E Tim Maia, América.

Antonio Maria era Vasco; Dolores Duran, Flamengo. Jorge Goulart era Fluminense; e Nora Ney, sua mulher, Olaria (foi enterrada com a bandeira do clube). Flamengo eram também Geraldo Pereira, Blecaute, Miltinho, Ed Lincoln e Simonal. Já Haroldo Barbosa, autor de "Eu Quero um Samba", "Pra que Discutir com Madame" e "Tim-tim por Tim-tim", era Fluminense (num Fla-Flu, apostou o bigode com Ary Barroso. E ganhou).

Os Cariocas, na sua formação original, se dividiam: Ismael e Severino eram Vasco; Badeco e Quartera, América. E os maestros? Radamés Gnattali, Botafogo; Lyrio Panicali, Fluminense. E no choro? Jacob do Bandolim, Vasco; Waldir Azevedo, Flamengo. E no samba? Ismael Silva, Vasco; Ataulfo Alves, Flamengo. Cartola, Fluminense; Nelson Cavaquinho, Vasco. Zé Kéti, Vasco; Billy Blanco, Flamengo. E João Nogueira, Flamengo; Jamelão, Vasco.

E hoje? João Bosco, Moacyr Luz e Paulo Cesar Pinheiro são Flamengo. Beth Carvalho e Zeca Pagodinho, Botafogo. Mas ninguém bate o Vasco na área do samba: Paulinho da Viola, Guinga, Nei Lopes, Martinho da Vila, Aldir Blanc e Nelson Sargento.


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