Folha de S. Paulo


Ocupações de escolas continuam em 2017, dizem lideranças estudantis

Mudanças no ensino médio tocadas pelo governo Michel Temer, sem discussão com estudantes, e os prováveis impactos negativos da PEC do teto provocaram uma enorme onda de ocupações de escolas em 2016. Cerca de mil escolas e prédios de universidades foram tomados por estudantes em todo Brasil.

Estudantes preveem mais um ano "de luta", mas ainda é difícil definir o que pode ser o estopim de mobilizações. Para João Vitor Seixas, 18, presente em inúmeras ações estudantis, os desdobramentos políticos terão bastante influência no movimento.

"A mobilização vai acontecer com certeza, só não sei as forças que temos por enquanto", diz, citando os impactos de cortes na educação e greves de professores como prováveis motivações.

As ocupações viraram uma marca do movimento estudantil em 2015, quando quase 200 unidades foram tomadas em São Paulo contra um projeto de reorganização da rede estadual de educação. Em 2016, a tática se espalhou para vários Estados do Brasil.

A Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) realiza no início de 2017 um encontro nacional de grêmios escolares, de onde sairá um "calendário de lutas". "Vamos, sim, voltar a ocupar se for preciso para garantir nosso futuro", diz a presidente da Ubes, Camila Lanes.


Endereço da página:

Links no texto: