Folha de S. Paulo


52 destinos para conhecer em 2016, segundo o jornal 'The New York Times'

Todos os anos, o jornal americano "The New York Times" divulga uma lista de 52 destinos para conhecer e explorar no mundo durante os meses seguintes.

O ranking de 2016 foi divulgado neste domingo (10), liderado pela Cidade do México. O país, diga-se teve outros dois destinos contemplados: a ilha Holbox, na região de Yucatán, e Todos Santos, na costa pacífica.

Além do México, tiveram destaque a Espanha (também com três destinos entre os 52: Barcelona, San Sebastián e Málaga) e os Estados Unidos: ao todo, 11 cidades e locais americanos são tendências de viagens, segundo o "NYT".

Nenhuma cidade brasileira entrou na lista de 2016, pelo segundo ano consecutivo. O arquipélago de Fernando de Noronha e o Rio de Janeiro haviam aparecido nos rankings de 2014 e 2013, respectivamente.

Em compensação, os vizinhos Uruguai e Argentina foram lembrados, com a região vinícola de Garzón e a cênica rota dos Sete Lagos, na região de Bariloche.

Veja abaixo o ranking completo e alguns dos destaques lembrados pelo jornal americano em cada lugar.

*

1. Cidade do México (México)

A capital mexicana é descrita como um destino barato (com o peso perdendo valor frente ao dólar americano), que atrai visitantes ligados em design ou que estejam em busca de cozinha de primeira e bons museus. São lembrados locais como o restaurante Pujol, de Enrique Olvera, lojas com produtos de designers e estúdios como David Pompa e Carla Fernández e os museus FotoMuseo Cuatro Caminos e Centro de la Imagen.

O jornal afirma que, ainda que haja regiões que não devem ser visitadas, por causa da violência, a cidade é bem mais segura do que era nos anos 1990.

2. Bordeaux (França)

Mehdi Fedouach/AFP
Pessoas olham a construção da La Cité du Vin (A Cidade do Vinho), em Bordeaux
Pessoas olham a construção da La Cité du Vin (A Cidade do Vinho), em Bordeaux

A cidade francesa vai ganhar, em breve, um museu dedicado à história da produção vinícola na região –erguido em uma moderna estrutura de madeira e parte de uma revitalização da parte de Bordeaux às margens do rio Garonne.

O "NYT" destaca o recente boom gastronômico, com a abertura de casas de chefs como Joël Robuchon e Gordon Ramsay.

3. Malta

A ilha europeia é descrita como um playground mediterrâneo com preços acessíveis, clima soberbo, praias sublimes, templos pré-históricos e uma distinta miscelânea cultural. A capital, Valletta, completa 450 anos em 2016, com uma nova casa de espetáculos e um renovado prédio do parlamento, ambos concebidos pelo arquiteto Renzo Piano. Também são lembradas as ilhas de Gozo, tranquila e de costa dramática, e Comino, idílica.

4. Ilhas Virgens Norte-Americanas (dependência dos EUA)

A região de Coral Bay, na menor das Ilhas Virgens Norte-Americanas, St. John, é o destaque, com praias pouco lotadas e um senso de comunidade forte –mas que vai ganhar, em breve, uma megamarina e um grande outlet.

5. Parque Nacional Theodore Roosevelt (Dakota do Norte, EUA)

O parque, em Dickinson, tem, segundo o jornal, paisagens espetaculares. O serviço de parques nacionais dos EUA completa 100 anos em 2016.

6. Moçambique

O país tem um incrível mix de safáris e praias e, de acordo com o "NYT", lidera o pensamento no continente –com fatores como a descriminalização da homossexualidade e do aborto.

7. Toronto (Canadá)

A maior cidade canadense tem se reinventado como a principal do país, silenciosamente saindo das sombras de Montréal e Vancouver, graças à contínua revitalização urbana: ciclovias e passeios públicos cheios de arte de rua foram inaugurados e a zona industrial Junction se transformou em uma vizinhança estilosa, com bares e música ao vivo.

8. Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos)

A prometida abertura do Louvre local e de um hotel da bandeira Four Seasons, além do amadurecimento de projetos como o das ilhas Saadiyat, da reserva de vida selvagem Al Wathba Wetland e de outros planos ambientais fizeram Abu Dhabi entrar na lista.

9. Skane (Suécia)

A região sueca desbancou Copenhague, na Dinamarca, como sede de uma das mais interessantes tendências gastronômicas nórdicas, para o "The New York Times". Na principal cidade, Malmo, são destacados endereços como Bastard e Bord 13 –além das fazendas na área rural.

10. Viñales (Cuba)

Jorge Silva/Reuters
Cubano cavalga em frente a pedra com desenhos em Viñales
Cubano cavalga em frente a pedra com desenhos em Viñales

O jornal lembra o acesso cada vez mais fácil à ilha dos irmãos Castro, mas diz que há mais do que só Havana para citar Viñales, patrimônio histórico da Unesco e destino de ótimos passeios de bicicleta pelo vale, cheio de fazendas de tabaco, jardins e casas de família que servem feijão e porco assado.

11. Guadalupe (departamento ultramar francês)

Voos diretos dos EUA facilitaram o acesso à ilha caribenha, que recentemente abriu o Memorial ACTe, um dos maiores centros dedicados à história do tráfico negreiro no mundo –já chamado de Centro Pompidou do Caribe.

12. Park City (Utah, EUA)

A estação americana tem boas notícias: sua junção com Canyons, na qual se investiu US$ 50 milhões, formou o maior resort de esqui dos Estados Unidos.

13. Aarhus (Dinamarca)

A segunda maior cidade dinamarquesa tem uma cena artística cultural e gastronômica vibrante, que deve ficar ainda melhor com aberturas como a do centro cultural e bibkioteca Dokk1. São lembrados ainda a galeria ARoS, o museu Moesgaard Museum, a sefe da Ópera Nacional Dinamarquesa e três restaurantes estrelados pelo "Michelin".

14. Península de Cesme (Turquia)

A região, cuja principal cidade é Izmir, é fértil: há cultivo de oliva, alcachofras e uvas. Restaurantes como o Alancha, inspirado no dinamarquês Noma, deve fazer de Cesme um dos principais destinos gastronômicos do país.

15. Rota dos Sete Lagos (Argentina)

Patricio Rodriguez/Reuters
Pôr do sol nas montanhas de San Martin de Los Andes, na Patagônia argentina
Pôr do sol nas montanhas de San Martin de Los Andes, na Patagônia argentina

A estrada na Patagônia argentina, que conecta San Martín de los Andes e Villa La Angostura, foi totalmente pavimentada e agora permite passeios, por conta própria, de carro, moto ou bicicleta. A uma hora de Bariloche, é descrita como impressionantemente cênica.

16. Hangzhou (China)

Conhecida por seus poetas e pintores ancestrais, Hangzhou é sede do gigante do comércio eletrônico Alibaba e será a primeira cidade chinesa a receber um encontro do G-20 –o que vai render novos hotéis e museus.

17. Ilha Korcula (Croácia)

Provável local de nascimento de Marco Polo e prima mais modesta de Hvar, ainda tem partes intocadas –com direito à produção de um vinho branco local, o Grk.

18. San Sebastián (Espanha)

Paraíso culinário, o balneário do País Basco será capital europeia da cultura em 2016 –o museu San Telmo terá uma exposição conjunta com o madrilenho Reina Sofía e outras atrações vão incluir o festival anual de cinema.

19. Parque Nacional Virunga (República Democrática do Congo)

Segundo o "NYT", um dos lugares que mais tira o fôlego no mundo. Um documentário do Netflix, indicado ao Oscar, levou à revitalização do local, paraíso dos gorilas-das-montanhas, com a reabertura de hotéis.

20. Grand Rapids (Michigan, EUA)

A região, em Michigan, tem florescido, com uma comunidade criativa e baseada em artes, arquitetura, um jardim de escultura, 40 cervejarias artesanais e novos restaurantes.

21. Garzón (Uruguai)

Walter Paciello/Efe
Estrada em Garzón, no Uruguai
Estrada em Garzón, no Uruguai

A região, próxima à vila de José Ignacio e cercada pelo lago de mesmo nome, tem se destacado na produção vinícola.

22. Dublin (Irlanda)

A capital irlandesa comemora em 2016 os 100 anos do levante que resultou na independência do país em relação ao Reino Unido.

23. Todos Santos (México)

A tranquila baía, tradicional refúgio de surfistas e ponto de bate-voltas para turistas de Cabo San Lucas, ganhará um hotel que deve atrair visitantes para mais de um dia.

24. Tamil Nadu (Índia)

A região, no sul do país, menos explorado por turistas, é rica em templos tão grandes que podem ser considerados minicidades, como o Meenakshi Amman, em Madurai, e o Brihadeeswarar, em Thanjavur. Novos hotéis-boutique têm melhorado a estrutura local.

25. Vadu (Suíça)

O cantão suíço onde está o lago Genebra abrirá, neste ano, o complexo Chaplin's World, com um museu, galeria de arte e cinema dedicado ao ator e ao filme "Tempos Modernos". O museu sobre a comida Alimentarium, da Nestlé, será reaberto em junho, e a capital local, Lausanne, vai ganhar um aquário (o Aquatis Swiss Aquarium) e um museu da água.

26. Washington (EUA)

Brendan Smialowski/AFP
Turistas passam em frente ao Capitólio, em Washington
Turistas passam em frente ao Capitólio, em Washington

A capital americana vai adicionar a sua "coroa cultural" o museu Smithsonian de História e Cultura Afro-americana. O recente complexo CityCenterDC, com lojas e restaurantes como o Momofuku CCDC, o primeiro da famosa rede americana fora de Nova York, também foi celebrado pelo "NYT".

27. Brno (República Tcheca)

A cidade tcheca, famosa pela arquitetura minimalista, ganhou bares (Super Panda Circus e Lucky Bastard Beerhouse) e restaurantes (Simplé, Pavillon, Il Mercato e Koishi) que fazem valer a visita.

28. Santa Helena

O território britânico, para onde Napoleão foi exilado, vai ganhar em 2016 seu primeiro aeroporto e voos comerciais, que vão levar mais turistas a conhecer as paisagens "dramáticas" locais e as águas cheias de tubarões, golfinhos e atuns –um refúgio para fãs de trilhas, merulho e pesca.

29. Barcelona (Espanha)

Bia Fanelli/Folhapress
Vista do parque Güell, em Barcelona
Vista do parque Güell, em Barcelona

A cidade vai comemorar em 2016 os 90 anos da morte de Antoni Gaudí, arquiteto que ajudou a criar a identidade urbana local. Até o final do ano, a Casa Vicens, primeiro grande trabalho do arquiteto, vai ser aberto como museu.

30. Dalat (Vietnã)

Um "eldorado" para a agricultura, a cidade, em que a primavera parece ser eterna, segundo o "NYT", cultuva aspargos, morangos, café, abacates e alcachofras. Também recebe turistas em busca de atividades ao ar livre, como rafting e trilhas de bicicleta.

31. Turim (Itália)

A cidade italiana tem sido marcada por uma renovação urbana e cultural, que tem ajudado a superar o jeitão industrial dali. Entre os destaques, a reabertura do museu Egípcio e projetos de galerias e arte de rua.

32. Ilha Holbox (México)

A menos de três horas de Cancún (por uma estrada recentemente reinaugurada), a ilha, onde não entram carros, é um refúgio para quem quer mergulhar com tubarões-baleia e fazer kitesurfe.

33. Providence (Rhode Island, EUA)

A cidade é a "resposta" da costa leste americana a Portland, no Oregon, segundo o "NYT": liberal e com crescente cena gastronômica.

34. Mosel (Alemanha)

A região vinícola alemã, fértil em uvas riesling, atrai turistas para passeios de caiaque pelo rio e trilhas por um novo roteiro de 365 km.

35. Pyeongchang (Coreia do Sul)

Ahn Young-joon/Associated Press
Visitantes fazem pose em escultura de gelo em Pyeongchang, na Coreia do Sul
Visitantes fazem pose em escultura de gelo em Pyeongchang, na Coreia do Sul

A cidade sul-coreana, que será sede da Olimpíada de Inverno de 2018, já pode ser desfrutada por turistas, com boa estrutura e serviço amigável –sem a lotação máxima que haverá nos Jogos.

36. Tirol (Áustria)

O lugar serviu de locação para o mais recente filme do espião James Bond e ganhou, em 2015, ano do 120o aniversário da Swarovski, nascida aqui, um museu de US$ 38 milhões, o Kristallwelten (mundos de cristal).

37. Colmar (França)

A cidade na Alsácia é descrita pelo "NYT" como melhor destino francês para a arte e arquitetura modernas, graças ao museu Unterlinden, renovado depois de uma reforma e expansão que demorou três anos e consumiu € 44 milhões. O mesmo escritório responsável pelo museu reabriu outro símbolo local, o canal Sinn.

38. Kansai (Japão)

A região, que sempre foi destino célebre no país, promete atrair ainda mais turistas, com a aprovação do casamento gay em Takarazuka, um novo passe turístico de trem de cinco dias, novos hotéis (como o Four Seasons em Kyoto e o resort de luxo Amanemu no parque nacional Ise Shima) e seus famosos restaurantes com estrelas "Michelin" –é a região com mais casas estreladas no mundo.

39. East Bay, San Francisco (Califórnia, EUA)

A região é a que mais cresce em termos populacionais em San Francisco e tem ganhado uma cena gastronômica e cultural vibrante.

40. Ilha de Ré (França)

Um paraíso idílico para "foodies", amantes de praia e ciclistas na costa atlântica da França, segundo o "NYT".

41. Sri Lanka

Stringer/Reuters
Elefantes caminham no parque nacional Minneriya, no Sri Lanka
Elefantes caminham no parque nacional Minneriya, no Sri Lanka

A costa leste do país asiático, que tem atraído turistas depois de 30 anos de agitações políticas, é o destaque, com novos hotéis (como o ecológico Jungle Bay Resort e o casual Maalu Maalu). O turista encontra safáris, mergulho e visitas a templos hindus no país.

42. Rosine (Kentucky, EUA)

A pequena cidade, com população de 113 habitantes, foi onde nasceu o músico Bill Monroe, fundador do estilo bluegrass –um antigo celeiro recebe, todas as sextas entre março e dezembro, uma sessão "jam" de bluegrass. Um museu sobre Monroe deve ser aberto em 2016.

43. Málaga (Espanha)

A capital da província de mesmo nome na Andaluzia, cidade natal de Picasso, tem um museu dedicado a ele e outros três recentes centros culturais: o Pompidou, uma filial do museu russo de São Petersburgo e o Carmen Thyssen. Novos trens rápidos partem de Madri e Barcelona para a cidade.

44. Guizhou (China)

A província foi, por muito tempo, quase inacessível, o que manteve intocados grupos étnicos das montanhas locais. Uma linha de trem aberta em 2014, itinerários de bicicleta feitos desde o ano passado e novos hotéis, como o Anantara Guiyang Resort, preparando a inauguração devem turbinar o turismo por ali.

45. Phnom Penh (Camboja)

Tang Chhin Sothy/AFP
Vista de Phnom Penh, no Camboja
Vista de Phnom Penh, no Camboja

A capital do Camboja, menos visitada que Siem Reap, tem se desenvolvido, segundo o "New York Times". O Sleuk Rith, prédio projetado por Zaha Hadid para ser um museu sobre o Khmer Vermelho e um centro de estudos para genocídios, deve ser aberto em breve. Novos hotéis e tours que exploram a rica arquitetura local (um brutalista cambojano, Vann Molyvann, está em destaque) também devem melhorar o fluxo turístico local.

46. St. Louis (Missouri, EUA)

O museu nacional do Blues será aberto em 2016, fazendo da cidade, de rica herança afro-americana, um dos destinos para se visitar neste ano.

47. Salonica (Grécia)

Segundo o "NYT", jovens profissionais da cidade grega enfrentaram a crise e o desemprego de uma forma inusitada: abrindo restaurantes que exploram uma mistura moderna dos sabores tradicionais gregos, eslavos e otomanos –a preços baixos. Casas como Sebrico, Roots e Estrella fazem valer a visita à segunda maior cidade do país.

48. Marfa (Texas, EUA)

A pequena cidade no Texas se tornou destino turístico graças a locais como a fundação Chinati, que abriga grandes instalações de artistas contemporâneos. Mais turistas devem ser atraídos por uma nova instalação de Robert Irwin, festivais de música e cinema e a reabertura (depois de um ano e meio de reformas) do hotel Saint George, fundado em 1886.

49. Ubud (Indonésia)

Cercado por templos de pedra e arrozais, Ubud, em Bali, sempre foi destino de mochileiros, mas tem ganhado hotéis-boutique (de redes como Ritz-Carlton, Waldorf Astoria e Westin) e se transformado em destino mais sofisticado.

50. Southern Gulf Islands (Colúmbia Britânica, Canadá)

As ilhas, no Pacífico, são um refúgio com ares mediterrâneos mais bucólico do que Vancouver, que tem se transformado em agitado destino de luxo, segundo o "NYT". São 12 ilhas, sempre com trilhas, vida selvagem abundante (com águias e orcas) e bons restaurantes.

51. Sydney (Austrália)

James Morgan/Reuters
Cruzeiro passa por baixo da Sydney Harbour Bridge
Cruzeiro passa por baixo da Sydney Harbour Bridge

Sede de praias e parques nacionais, Sydney é uma cidade que os fãs da vida "outdoor" podem abraçar, diz o jornal americano. Destaques: a recém-aberta reserva Barangarooo recuperou uma área no porto e vai receber, por algumas semanas, o restaurante dinamarquês Noma; a passarela elevada Goods Line também recuperou uma linha de trem degradada; e desde dezembro há voos diretos a partir de Los Angeles.

52. Beaufort (Carolina do SUl, EUA)

A pequena cidade tem o apelo de grandes metrópoles (restaurantes, festivais e galerias de arte), mas mantém o carme de vilarejo (bancos ao lado do lado, ciclovias e trilhas).


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