Folha de S. Paulo


Emerson admite salários atrasados no Corinthians, mas defende diretoria

Aos sair do gramado do Itaquerão,após o empate com o Santos, em 1 a 1, o atacante Emerson admitiu que o Corinthians está com o salário dos jogadores atrasados. Sem esclarecer quantos meses, ele minimizou a questão.

"A diretoria sempre esteve presente para os jogadores. Por isso estamos abraçados com a diretoria. Sabemos que os diretores trabalham com seriedade e o momento é ter tranquilidade", disse após o empate por 1 a 1 com o Santos, pelo Campeonato Paulista.

A Folha apurou que os salários no Corinthians estão atrasados desde o final da última temporada. Alguns jogadores somam até sete meses, entre direitos de imagem, fundo de garantia, férias e salário na carteira profissional. Até mesmo o atacante Pato, emprestado ao rival São Paulo, tem os vencimentos pendentes –o Corinthians paga R$ 400 mil mensais ao jogador.

"Pelo elenco que o Corinthians tem, isso não é uma preocupação. Nós temos demonstrado com nosso trabalho que somos sérios", disse Emerson, ao ser questionado se os atrasos não podem em algum momento gerar reflexo dentro de campo.

RENOVAÇÃO E POLÊMICA

Emerson, 36, tem contrato com o Corinthians até 31 de julho deste ano. Ainda não sabe se o acordo será prorrogado, mas disse que o tema também não o preocupa.

"Até o último minuto, do último dia do meu contrato, independentemente dele ser prorrogado para a decisão da Libertadores [em 5 de agosto], vou trabalhar como estou fazendo", disse.

"Eu quero estender meu vínculo com o clube. Gosto de defender o Corinthians. Ultimamente até da concentração eu estou gostando. Mas isso [a renovação] não será um problema", completou.

Emerson ainda tratou de um lance polêmico no clássico com o Santos. Nos minutos finais do duelo, ele pisou no volante Renato numa dividida no meio de campo. O santista ficou com uma marca na perna e disse que o corintiano poderia ter "tirado o pé".

"Eu tenho uma característica que todo mundo conhece. Se jogar leal comigo, na bola, vou jogar leal e na bola. Se a entrada for um pouco mais forte, que fique o recado. Eu também entro mais forte", disse o atacante do Corinthians.


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