Folha de S. Paulo


Gostaria de ter a camisa do Ronaldinho, afirma esperança da Juventus na Liga dos Campeões

Nesta semana, com o início das semifinais da Liga dos Campeões da Europa (Real Madrid x Atlético de Madri, na terça, e Monaco x Juventus, na quarta), é natural que a mídia esportiva destaque os prós e contras de cada time e seus melhores jogadores, aqueles candidatos a desequilibrar cada confronto e serem determinantes para classificar sua equipe para a decisão.

No Real, o português Cristiano Ronaldo é o cara. No Atlético, o francês Griezmann. No Monaco, outro francês, o ainda adolescente Mbappé.

Na Juventus, o maior nome é o veterano goleiro Buffon, mas quem mais se destacou nas quartas de final, quando o clube italiano eliminou o todo-poderoso Barcelona, foi Paolo Dybala.

Dybala em Atalanta 2 x 2 Juventus, pelo Campeonato italiano, há três dias (Reprodução/Site da Juventus)

No jogo de ida, em Turim, vencido pela Juve por 3 a 0, o argentino marcou os dois primeiros gols  a partida de volta, em Barcelona, acabou 0 a 0.

Assim, às vésperas do duelo com o Monaco, a Uefa (entidade que organiza a Champions League), publicou em seu site um perguntas e respostas com o atacante de 23 anos.

Dybala falou, obviamente, sobre o adversário (ataca em bloco e faz muitos gols, mas isso significa que haverá alguns espaços para nós), e também sobre seu estilo de jogo, sobre a comemoração de seus gols e sobre a possibilidade de conquistar o mais prestigiado interclubes do planeta.

Falou também sobre& Ronaldinho Gaúcho.

Ele relembrou que o meia-atacante brasileiro, campeão na Copa do Mundo de 2002 e ainda não aposentado oficialmente aos 37 anos, foi seu ídolo na infância e que um de seus maiores desejos é ser presenteado com uma camisa do brasileiro.

E revelou que Gennaro Gattuso – seu ex-treinador no Palermo (time que defendeu antes de se transferir para a Juventus), um dos maiores volantes brucutus que o futebol já viu e campeão mundial pela Itália na Copa de 2006 – lhe disse que faria contato com Ronaldinho para conseguir a camisa.

Gattuso e Ronaldinho foram companheiros no Milan de 2008 a 2010.

O jogador que eu gostaria de ter a camisa é Ronaldinho. Ele era um dos meus jogadores favoritos e a imagem que deixou foi que você deve se divertir (no futebol) e jogar com um sorriso no rosto, afirmou Dybala.

Um dia Gattuso me prometeu que iria falar com ele para pedir uma camisa para mim, mas isso não aconteceu.

Com tempo de sobra (na sexta, dia 28, participou de um jogo-exibição entre ex-jogadores do Barcelona, time que defendeu, e do Real Madrid), Ronaldinho poderia providenciar esse mimo a Dybala.

Afinal, é sempre uma satisfação quando um argentino escancara ter como maior ídolo um brasileiro e não um conterrâneo  e olha que tem um tal de Messi comendo a bola por aí já faz um tempo.

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O melhor momento para presenteá-lo? No dia 3 de junho, no estádio Millenium, em Cardiff (País de Gales), palco da finalíssima da Champions. Seria uma cena marcante.

Isso se a Juventus, que justamente por ter mais camisa (ou seja, tradição) é favorita em sua semifinal, chegar lá.


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