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Governador de PE critica Temer e reforça tese de retirada do PSB

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Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem Data: 8-12-2016 Assunto: CIDADES - Governador de Pernambuco Paulo Camara. Nesta quinta-feira (8) é comemorado o dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira informal do Recife. Anualmente, mais de um milhão de pessoas sobem as ladeiras do Morro da Conceição, no bairro de Casa Amarela, Zona Norte da capital pernambucana, para prestar homenagens e participar de uma das festas mais tradicionais da cidade. Desde as primeiras horas da manhã, o movimento é intenso no Morro . Palavras Chaves: Fé - Conceição - Nossa - Senhora - Morro - Religião - ## *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS ***
O governador de Pernambuco Paulo Camara (PSB), que criticou relação de Temer com os Estados

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), fez críticas ao presidente Michel Temer (PMDB), afirmando que "esperava mais" de seu governo, e reforçou a tendência de que o partido saia da base do governo.

Câmara, que também é vice-presidente da legenda, diz que falta diálogo do governo com a sociedade civil e gestores públicos, mas sobram conversas com o Congresso.

"Eu esperava mais [de Temer]. Esperava que Temer conseguisse fazer um governo de união nacional mais ampla", afirmou em entrevista à "Rádio Jornal" nesta segunda (19), no Recife.

Para Câmara, o peemedebista faz governo "muito mais voltado para o Congresso".

"Evidentemente que ele precisava aprovar medidas importantes, mas é preciso ampliar o leque de discussões e soluções junto aos governadores, prefeitos e à sociedade civil. Ele precisa fazer aquilo que disse que iria fazer: um governo de união nacional."

Na quarta (14), após reunião do diretório nacional, o PSB anunciou que vai ponderar o apoio a medidas do governo em relação à economia. "[O PSB] não aprovará medidas ou apoiará medidas que produzam diminuição ou supressão de direitos salvo se estes representarem privilégios", diz a carta assinada por Carlos Siqueira, presidente da legenda.

No encontro, segundo a Folha apurou, alguns diretórios regionais estão estudando desembarcar do governo Temer, como o Rio Grande do Sul. A saída da base aliada, porém, precisa ser discutida em reunião da executiva nacional.

O governo quer conter esse movimento do PSB para evitar que outros partidos aliados façam o mesmo tipo de ameaça, visando garantir benefícios federais. O PSB tem 34 deputados e 6 senadores.

'INSATISFAÇÃO'

A insatisfação já era esperada, disse Câmara. "O posicionamento do partido é muito claro desde o início. Desde o impeachment achávamos que a melhor solução para o Brasil era a realização de novas eleições. Apenas a saída da presidente Dilma não resolveria, teria de ter a renúncia do vice-presidente, Michel Temer ou julgamento no TSE [Tribunal Superior Eleitoral]."

Atualmente, o PSB comanda o Ministério de Minas e Energia com o deputado Fernando Filho (PE). Com a minirreforma ministerial prevista para fevereiro do ano que vem, porém, o PSB pode receber o Ministério do Meio Ambiente, hoje com o PV, partido que já anunciou independência no Congresso.

"Pelo partido nós não teríamos aceitado cargos no governo, era uma decisão da bancada. Mas, independentemente dessas questões, temos que ajudar o Brasil a sair da crise", afirmou à rádio.

Apesar de não aprovar os primeiros meses do governo Temer, Câmara diz não defender a possibilidade de eleições antes de 2018. "Acabamos de sair de um processo de impeachment, que foi traumático e que, no meu entendimento, não fez bem ao Brasil."

Sobre uma possível reeleição ao governo de Pernambuco e os planos do PSB para a disputa presidencial, Câmara se esquivou declarando que "2018 deve ser discutido em 2018".

A reportagem tentou ouvir o governador, mas, segundo sua assessoria, ele participava de outros compromissos e não poderia dar entrevista. O Planalto não se manifestou.


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