Folha de S. Paulo


Sociedade não admite retrocessos em investigações, diz líder do DEM

Eduardo Anizelli -11.mai.2016/Folhapress
BRASILIA, DF, BRASIL, 11-05-2016: O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), discursa durante sessao do impeachment da presidente Dilma Rousseff, no Senado Federal. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress, PODER)
O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), discursa durante sessão do impeachment de Dilma Rousseff

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou nesta segunda-feira (30) que a demissão do ministro da Transparência, Fabiano Silveira, formalizada após intensa pressão de setores ligados à pasta e de dentro do governo demonstram que "a sociedade não vai admitir qualquer retrocesso na investigação de desvios de integrantes do governo".

A decisão de Silveira foi anunciada em uma carta enviada na noite desta segunda (30) ao presidente interino. Na mensagem, Silveira afirma que optou pela demissão para que "nada atinja" a conduta dele.

Em áudio gravado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Silveira aparece orientando o executivo e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em relação a como agir perante as investigações da Lava Jato.

Na carta enviada a Temer, Silveira nega qualquer relação com Machado e diz que jamais pensou em interferir nas investigações.

Para Caiado, o presidente interino Michel Temer "precisa estabelecer uma linha automática de conduta e não pode ter compromisso com o erro, algo que o governo anterior [da presidente afastada Dilma Rousseff] insistiu reiteradas vezes".

"Repito que o governo não tem que responder por problemas de ordem pessoal. [...] O ministro já não tinha condições e a sociedade não vai admitir qualquer retrocesso na investigação de desvios de integrantes do governo. Temer precisa adotar sempre esse padrão de afastar e de não transferir problemas individuais para o governo", afirmou Caiado em nota divulgada por sua assessoria de imprensa.


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