Folha de S. Paulo


Doleiro teria pena de 240 anos, diz advogado

O advogado de Alberto Youssef nos processos da Operação Lava Jato, Antônio Figueiredo Basto, disse nesta quinta-feira (22) que ficou satisfeito com a homologação do acordo de delação premiada de seu cliente, que estabeleceu uma pena máxima de 5 anos em regime fechado.

O doleiro responde a cerca de 30 ações. Se fosse condenado a 8 anos de prisão em cada uma, sua pena seria de 240 anos, diz o advogado.

"Foi bastante razoável, pois ele vai de 3 a 5 anos. Acredito que os 5 anos estão descartados, será no máximo 3. Mas ainda trabalho para isso ser menor, para haver perdão judicial", disse Basto.

Segundo ele, outro ponto positivo do acordo foi o fato de abarcar todas as ações relativas ao doleiro, entre elas as relacionadas com o caso Banestado –escândalo de evasão de divisas nos anos de 1990. "Conseguimos incluir tudo neste acordo", disse.

No arranjo, homologado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, o doleiro se comprometeu a entregar políticos que tenham atuado no esquema e a devolver dinheiro e bens provenientes do crime.

Basto diz não poder divulgar o número de políticos citados devido às cláusulas de sigilo do acordo. Comentou, porém, "que o número é bastante expressivo" e que ficou claro que "o esquema funcionava de dentro para fora [da Petrobras], comandado por políticos e agentes públicos".


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