Folha de S. Paulo


PT-RJ desconfia de 'tentativa de desmoralização' do governo Cabral

Com apenas cerca de 20 petistas fora do governo do Rio nesta segunda-feira (3), o presidente do PT-RJ, Washington Quaqua, disse desconfiar da morosidade intencional da gestão Sérgio Cabral (PMDB).

Segundo ele, militantes que entregaram cartas de demissão ao governo não tiveram a exoneração publicada no "Diário Oficial".

O PT do Rio determinou na semana passada que todos os filiados saíssem da administração Cabral até a sexta-feira passada (31/01). A medida faz parte da intensificação da pré-campanha do senador Lindbergh Farias (PT) ao governo.

De acordo com Quaqua, apenas cerca de 20 nomes foram publicados no D.O. Entre eles os dos ex-secretários Carlos Minc (Ambiente) e Zaqueu Teixeira (Assistência Social e Direitos Humanos). Ele disse desconfiar de uma "tentativa de desmoralização" por parte do governo Cabral.

"O governo não está tendo agilidade. Pode ser que a burocracia tenha atrasado. Mas tenho uma forte desconfiança que estão prendendo deliberadamente para causar um desgaste ao PT. Eles sabem que a imprensa esta em cima", disse ele.

De acordo com o partido há, "no máximo", 400 filiados em cargos comissionados no governo. O Estado tem aproximadamente 9.000 vagas para indicados.

Quaqua afirmou que pode liberar a permanência no governo por mais tempo de filiados que possam auxiliar na transição com os novos secretários e seus funcionários.

"Não vamos ser inflexíveis, mas vamos analisar caso a caso", disse o presidente do PT-RJ.

Cinco funcionários do governo pediram desfiliação do PT após a divulgação da determinação de saída do governo Cabral.

A secretaria do Ambiente foi entregue a Índio da Costa (PSD). O novo secretário de Assistência Social será Pedro Fernandes (SDD).


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