Folha de S. Paulo


O que se sabe e não se sabe sobre o relatório contra Donald Trump

Como dirigentes dos serviços de inteligência vieram a informar Barack Obama, Donald Trump e legisladores sobre supostos planos russos para chantagear o presidente? Há muito mais perguntas que respostas. Mas eis um apanhado da história.

O QUE SABEMOS

No ano passado, uma empresa de pesquisa política contratada por adversários republicanos de Trump nas primárias chamou um ex-espião britânico de investigar os elos entre Trump e Rússia.

Os memorandos contêm afirmações não comprovadas de que o Kremlin tentou obter influência sobre Trump e se preparou para chantageá-lo com vídeos de sexo e suborná-lo com negócios.

Os relatórios também afirmam que membros da campanha de Trump se reuniram com agentes russos a fim de discutir as operações de hackers e o vazamento de e-mails e documentos democratas.

A empresa e o ex-espião entregaram seus informes a seus clientes antes de repassá-los ao FBI e a jornalistas.

O dossiê aparece resumido em duas páginas no relatório dos serviços de inteligência sobre a interferência russa na eleição, entregue a Obama, Trump e parlamentares.

Nelas, os agentes avisam que as informações não haviam sido confirmadas.

O QUE NÃO SABEMOS

Se quaisquer das afirmações nos memorandos são verdade. As agências de inteligência não as confirmaram, e Trump disse que são falsas.

Além disso, uma afirmação específica ""a de que o advogado de Trump, Michael Cohen, se reuniu com um funcionário do governo russo em Praga"" foi negada tanto por Cohen quanto pelo russo.

O que levou os dirigentes dos serviços de inteligência a encaminhar o informe? Agentes afirmaram acreditar que Trump deveria ser informado sobre os memorandos, que já circulavam por Washington.

O que acontecerá agora? O FBI investiga as informações, e os democratas querem inquérito sobre a relação do republicano com Moscou. Mas ele pode rejeitar a investigação quando assumir.


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