Folha de S. Paulo


Banco Mundial lança programa de crédito para empresárias

Nicholas Kamm - 1º.mai.2017/AFP
Ivanka Trump, daughter and adviser of US President Donald Trump, speaks at National Small Business Week event in Washington, DC, on May 1, 2017. / AFP PHOTO / NICHOLAS KAMM ORG XMIT: NK2821
Ivanka Trump, filha do presidente americano Donald Trump

O Banco Mundial anunciou neste sábado (8) o lançamento de um programa público-privado de crédito destinando mais de US$ 1 bilhão a empresárias de países em desenvolvimento —um projeto iniciado por Ivanka Trump, filha do presidente americano Donald Trump, .

A iniciativa revela o poderoso papel político que Ivanka Trump desempenha na Casa Branca, onde tem um trabalho formal como conselheira de seu pai e frequentemente se encontra com líderes mundiais, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau.

De acordo com o Banco Mundial, o financiamento inicial de US$ 325 milhões seria proveniente de doadores, incluindo Alemanha, Estados Unidos, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e seria compensado por centenas de milhões de dólares em capital privado adicional.

"Este será o que esperamos um fundo de vários bilhões de dólares para apoiar as mulheres empresárias", disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, no lançamento que teve a participação de seis dos 20 líderes mundiais reunidos na cúpula do G20 em Hamburgo, além da diretora do FMI, Christine Lagarde.

"Este não é um projetinho bonito. Este será um dos principais impulsionadores do crescimento econômico no futuro... e vai impulsionar a igualdade de gênero ao mesmo tempo", afirmou.

O programa, que pretende começar a conceder empréstimos antes do fim do ano, trabalhará com os governos "para melhorar leis e regulamentações que sufocam as empresárias" e incentivar os bancos a liberar fundos para empresas de propriedade feminina.

Também será criada uma ferramenta de mentoria para conectar empresárias em países em desenvolvimento a conselheiras como Ivanka Trump, disse Kim.

As empresárias presentes no evento afirmaram que era importante abordar as barreiras legais que impedem as mulheres de empreender e limitam o acesso aos fundos.


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