Folha de S. Paulo


Experiência de startup fracassada traz benefícios, dizem empreendedores

Zanone Fraissat/Folhapress
SAO PAULO/SP BRASIL. 24/05/2017 - Daniel Velazco-Bedoya, Diretor Geral da Cabify no Brasil (casaco escuro) e Rogerio Guimaraes (diretor de novos negócios).(foto: Zanone Fraissat/FOLHAPRESS, MERCADO)***EXCLUSIVO***
Daniel Velazco-Bedoya (à esq.) e Rogério Guimarães (à dir.)

Ter passado pela experiência de criar uma start-up que não deu certo impulsionou a carreira de empreendedores ouvidos pela reportagem.

Na Cabify, dona de aplicativo para chamada de motoristas particulares, o diretor para o Brasil, Daniel Bedoya, 27, e Rogério Guimarães, 33, diretor da área de novos negócios, tiveram a experiência de fechar uma empresa antes de chegarem ao posto atual.

Bedoya criou o serviço Caronas.com, de caronas em viagens intermunicipais, que foi adquirido pelo fundo alemão Rocket Internet em 2014.

MORTE E VIDA DE START-UPS - Maioria das empresas apoiadas morre em até 5 anos

A empresa mudou de nome, para Tripda, e foi encerrada, por decisão dos investidores, em janeiro de 2016. Bedoya diz que o negócio crescia em número de usuários, mas havia dificuldades para definir como ganhar dinheiro com o modelo adotado.

A decisão de fechar foi frustrante para Bedoya, mas ele diz que a experiência de ter trabalhado com um grupo de investidores estrangeiros e agressivo nos negócios o fez mudar de patamar como administrador e permitiu liderar a Cabify em mercado altamente competitivo —a empresa disputa mercado com Uber e 99, por exemplo.

Já Guimarães fundou a Motonow, um aplicativo para chamada de motoboys, e obteve apoio da aceleradora ACE em 2013.

Ele conta que seu negócio durou dois anos e vinha crescendo, mas teve de ser abandonado quando um investimento que estava combinado não se concretizou, o que desmotivou parte dos sócios da empresa.

Advogado, ele diz que a experiência o fez aprender sobre gestão, liderança, relacionamento com clientes e parceiros, por exemplo.

Para Diego Alvarez, 33, sua experiência na start-up Easy Aula permitiu que ele chegasse à direção da área de digital da operadora Nextel, em que lidera 50 profissionais.

Apoiada pela 21212, a Easy Aula, serviço para contratação de aulas a partir da internet, nunca foi lucrativa e fechou por falta de recursos para seguir investindo.

Agora, Alvarez diz que busca trazer métodos de desenvolvimento ágeis usados em start-ups nos aplicativos da operadora.


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