Folha de S. Paulo


Justiça suspende licença de operação da usina de Belo Monte

Lalo de Almeida - 2.set.13/Folhapress
ESPECIAL BELO MONTE - Altamira, Para. 02/09/3013. Vista area da construcao da barragem principal da hidreletrica de Belo Monte no rio Xingu. (Foto: Lalo de Almeida/ Folhapress, MERCADO )
Vista aérea da construção da barragem principal da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.

A Justiça acatou um recurso e determinou a suspensão da licença de operação da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, disse em nota o Ministério Público Federal no Estado, autor do pleito.

Orçada em mais de R$ 30 bilhões, a mega usina do Xingu tem enfrentado diversas ações judiciais movidas por procuradores públicos, ambientalistas e associações contrárias ao empreendimento.

A decisão foi da Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que por nove votos a favor e cinco contra entendeu que a Norte Energia, empresa responsável por Belo Monte, ainda precisa cumprir uma das condicionantes ambientais da hidrelétrica, referente a obras de saneamento básico em Altamira, de acordo com o MPF-PA.

"Pela decisão da Corte Especial do TRF-1, o reservatório da usina não pode ser formado até que seja realizado o saneamento básico de toda a cidade de Altamira (Pará), conforme determinava a condicionante da licença de operação concedida pelo Ibama."

Procurada, a Norte Energia disse que "não tomou conhecimento da decisão do TRF 1" e que irá se manifestar "assim que tiver ciência ou for intimada".

Quando concluída, o que está previsto para 2019, Belo Monte será uma das maiores hidrelétricas do mundo, com cerca de 11,2 gigawatts em capacidade instalada. A usina já tem dez turbinas em operação.


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