Folha de S. Paulo


Fiat exalta otimismo com 1ª picape média da montadora no Brasil

"Acho muito estranho o fato de, apesar de todos os problemas, não acreditarem no Brasil", disse Stefan Ketter, presidente do grupo FCA (Fiat Chrysler Automobile) na América Latina, durante a apresentação da picape Toro.

O executivo tentava explicar o porquê de lançar um novo automóvel no momento atual, quando a indústria automotiva vê as vendas regredirem ao nível de 2003. E não se trata de um carro qualquer.

Com preços a partir de R$ 76,5 mil (versão Freedom 1.8 Flex automática), a picape Toro é a maior aposta da Fiat em seus 40 anos de produção nacional. A empresa pretende conquistar um novo público, de maior poder aquisitivo. É uma forma de melhorar a rentabilidade e fortalecer a imagem da empresa.

O otimismo de Ketter é expressado nas previsões. A montadora calcula emplacar 60 mil unidades no primeiro ano e exportar outras 10 mil. Com base nas vendas de janeiro, esses números são suficientes para colocar a Toro entre os dez veículos mais comercializados do país.

Resultados assim ajudarão a marca a se recuperar das dificuldades de 2015. Enquanto o mercado de carros de passeio e comerciais leves encolheu 25,6% no ano passado em relação a 2014, a Fiat teve queda de 37,1% nos emplacamentos no mesmo período.

Com a Toro, a montadora deseja atuar em um nicho intermediário. A proposta, fruto de um investimento superior a R$ 1 bilhão, é posicionar-se entre os modelos compactos e médios, assim como fez a Renault com a Duster Oroch (a partir de R$ 64 mil).

Para se diferenciar, a picape Fiat oferece também versões a diesel, que custam entre R$ 93,9 mil e R$ 116,5 mil. O carro chega às lojas nesta semana, mas a fabricante afirma que já há fila de espera.


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