Folha de S. Paulo


Justiça libera realização do Rock in Rio

A Justiça fluminense garantiu nesta quarta-feira (18) a realização do Rock in Rio.

O evento foi confirmado depois de uma vistoria concluída no início da noite pelo Corpo de Bombeiros, com a presença de um oficial de justiça.

Promotoria pede suspensão do Rock in Rio até cumprimento de exigências médicas

Na terça (17), o Ministério Público do Rio entrou com um pedido de liminar para suspender o festival "até a comprovação de que foram sanadas as irregularidades" no atendimento médico. O Rock in Rio recomeça nesta quinta.

A decisão de manter o evento foi da juíza da 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Márcia Cunha de Araújo Carvalho. No início da tarde, ela aceitou o pedido de liminar do Ministério Público Estadual e determinou que o festival só poderia acontecer caso a organização comprovasse que as irregularidades apontadas pelo órgão e pelo Corpo de Bombeiros foram sanadas, o que foi constatado após a vistoria encerrada na noite desta quarta.

As irregularidades foram detectadas em vistorias dos Bombeiros e do Ministério Público durante o primeiro fim de semana do evento..

Segundo o laudo oficial dos agentes, o número de médicos, de leitos, de suprimentos e de ambulâncias era insuficiente e não cumpria o que havia sido exigido. Quem buscava o serviço médico (mais de 1.750 pessoas nos três primeiros dias, segundo a organização) recebia um atendimento deficiente.

Num dos postos médicos, os agentes públicos encontraram 'vários pacientes na área externa, deitados em espreguiçadeira de plástico, e também o Boletim de Atendimento Médico não era utilizado. Não havia acolhimento e classificação de risco'.


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