Folha de S. Paulo


Polícia prende 19 argentinos e identifica dois barras bravas

A Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Militar de Minas Gerais, prendeu 19 argentinos dentro do Mineirão, antes da partida da seleção do país contra o Irã. Oficialmente, foram detidos para "averiguação".

Segundo o Ministério da Justiça, dois deles foram identificados mais tarde como barras bravas (a facção mais violenta das torcidas). As identidades não foram divulgadas.

Os dois torcedores fazem parte da lista de integrantes de organizadas proibidos de entrar no Brasil, de acordo com dados fornecidos pelo governo argentino ao brasileiro.

Liberados, eles receberam prazo de 72 horas para deixar o país.

"Eles foram abordados no interior do Mineirão e entregues à Polícia Federal Argentina, que ficou responsável por adotar as providências jurídicas cabíveis junto às autoridades federais brasileiras", informa nota da Polícia Militar mineira.

A Hinchadas Unidas Argentinas (HUA), entidade que reúne as torcidas organizadas do país, chegou a entrar na Justiça para que as informações não fossem compartilhadas, mas não teve sucesso na ação.

Até agora, 15 torcedores foram deportados pelas autoridades brasileiras durante o Mundial. Do total, nove são argentinos.

TUMULTO NO ÔNIBUS

Oito torcedores ficaram levemente feridos na chegada do ônibus da Argente ao Mineirão neste sábado, por volta das 11h30. Todos foram atendidos no Posto Médico Avançado dentro do Mineirão e liberados em seguida.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, houve aglomeração de torcedores ao redor do ônibus e estes ultrapassaram a barreira de segurança. Os policiais usaram munição não letal para dispersar o tumulto. Entre os feridos, estão quatro brasileiros, três argentinos e um colombiano.


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