Folha de S. Paulo


Barcelona pede, CBF acata e Neymar se cala na seleção

De agora em diante, Neymar só fala em campo. O amistoso entre Brasil e Suíça, nesta quarta-feira, em Basileia, será o primeiro compromisso do astro pela seleção depois da transferência para o Barcelona.

A pedido do clube espanhol, com a concordância do jogador e também da CBF, Neymar foi poupado das entrevistas. O jogador não falou nem na chegada ao hotel, como sempre fazia nos amistosos da seleção --sobretudo fora do país.

O lateral direito Daniel Alves, companheiro mais experiente de clube e de seleção, saiu em defesa do amigo mais novo. "Tem que perdoar o menino", disse a duas dezenas de jornalistas brasileiros na Suíça. "É importante não se distrair com outros probleminhas que possam ser debatidos e que possam interferir na crescente em que estamos."

Nas últimas semanas, Neymar foi diagnosticado com anemia pelo Barcelona --o que não o impediu de treinar e jogar pelo clube na pré-temporada. O astro anotou dois gols na excursão pela Ásia. Na semana passada, o médico da seleção, José Luis Runco, afirmou à Folha que o problema não era grave.

Durante toda a Copa das Confederações, a CBF fez de tudo para blindar Neymar, ao não permitir que ele desse entrevistas exclusivas. Em mais de um mês entre treinos e a competição, o jogador deu só duas entrevistas coletivas. A avaliação era que o jogador ficava muito exposto no Santos, por conta dos inúmeros compromissos com patrocinadores.

Neymar treinou normalmente nesta terça-feira com a seleção, e amanhã será titular contra a Suíça.


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