Folha de S. Paulo


São Paulo enfrenta luta mais equilibrada contra rebaixamento

Eduardo Valente/FramePhoto/Folhapress
Hernanes comemora gol na partida entre Avaí X São Paulo, Florianópolis (SC)
Hernanes comemora gol na partida entre Avaí X São Paulo, Florianópolis (SC)

O São Paulo está envolvido na luta contra o rebaixamento mais equilibrada do Brasileiro seu atual formato, aplicado desde 2006.

Apenas cinco pontos separam o penúltimo colocado (Coritiba) do nono (Vasco). São 11 times nesse bloco, com três vagas na zona de rebaixamento para se evitar. Com 25 rodadas disputadas, a tabela do campeonato nunca acomodou uma distância tão pequena entre essas 11 posições.

Neste domingo (1º), o São Paulo, que está em 17º, enfrenta o Sport, o 14º, no Morumbi, em mais um confronto direto. Só dois pontos os separam. Dessa forma, se vencer, ultrapassa o adversário recifense e deixa a zona de descenso.

Em caso de resultado positivo, por maior que seja o alívio momentâneo especialmente antes de pausa para as eliminatórias, o achatamento na tabela ainda pode reservar armadilhas à equipe.

Há, hoje, várias portas para sair da zona de rebaixamento. Mas essas mesmas portas estarão abertas para seus concorrentes na rodada seguinte.

"Quanto mais nos afastarmos desse grupo, melhor. A diferença é pouca e, a cada rodada, ela se estreita", afirmou o técnico Dorival Júnior.

Lanterna, o Atlético-GO se vê em situação complicada, com sete pontos de desvantagem para o Vitória, o 16º. De resto, o equilíbrio é tamanho que essa distância de cinco pontos pode separar um time endereçado à Libertadores e outro que vai à Série B.

Essa conjuntura extrema aconteceria em caso de títulos brasileiros na Libertadores e na Sul-Americana e se o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil, continuar entre os seis primeiros colocados. Seria formado, assim, um G-9.

Não que Dorival queira ouvir falar em vaga em competições continentais quando seu time já completou 13 rodadas na zona de descenso.

"Agora a preocupação é a parte baixa da tabela. Temos de ser realistas. A prioridade é sair da zona de rebaixamento. Depois, se afastar dessa briga. Libertadores? Não podemos nos dar ao direito de pensar nisso", disse.

Em meio a tantas dúvidas que cercam a equipe, o certo é que ela terá muitas chances para se livrar dessa enrascada. Depois do Sport, serão mais seis jogos contra times posicionados nessa faixa de equilíbrio: Atlético-MG, Fluminense, Chapecoense, Vasco, Coritiba e Bahia.

Antes de bater o Vitória pela 23ª rodada, o São Paulo havia perdido muitos pontos contra concorrentes diretos, com derrotas para Atlético-MG, Bahia, Chapecoense, Coritiba e Ponte Preta.

"Quando você faz um esforço e não sai, acaba minando o trabalho. Mas estamos motivados", disse Dorival.

Disputa contra o rebaixamento no Brasileiro - Nunca houve tanto equilíbrio após 25 rodadas do campeonato

ADEUS AO MORUMBI

O São Paulo diz até breve para o Morumbi neste domingo. Concluídos os 90 minutos contra o Sport, o time vai adotar o Pacaembu em seus próximos cinco jogos como anfitrião, devido a shows internacionais em seu estádio.

O Morumbi, de todo modo, não tem sido o diferencial costumeiro da equipe neste ano.

Embora a torcida venha comparecendo em massa, registrando os quatro melhores públicos do Brasileiro, muitos pontos escaparam em casa.

Na atual edição, o time só ganhou 55,5% dos pontos como mandante. Seu segundo pior aproveitamento na era dos pontos corridos, apenas superando o de 2013 (47,1%). Na ocasião, também foi ameaçado de rebaixamento.

O São Paulo só voltará a jogar no Morumbi pela última rodada, contra o Bahia, em 3 de dezembro.

NA TV
16h - São Paulo x Sport
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