Folha de S. Paulo


Descontentes, motoristas do Uber ameçam boicote ao Super Bowl

Motoristas do Uber da região de San Francisco, na Califórnia, ameaçam boicotar o Super Bowl deste domingo (7), em Santa Clara. O motivo apontado por eles é a baixa remuneração.

Com uma política de descontos iniciada pela empresa no início deste ano nos EUA, as tarifas caíram até 20% em algumas regiões.

A campanha dos motoristas vem sendo promovida no twitter, com a hashtagag #UberSuperbowlStrike (#GrevedoUbernoSuperbowl).

Editoria de arte/Folhapress
Chamada Super Bowl 50
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Caso aconteça mesmo, o protesto pode complicar muito a movimentação dos espectadores do jogo, já que o Levi's Stadium, onde o evento vai acontecer, está a 72 km de San Francisco. A organização do evento vendeu mais de 65 mil ingressos para o jogo.

Chegar ao local por transporte público é difícil. O aplicativo Moovit, que mapeia rotas de ônibus e trem para o evento, estima em três horas o tempo de trajeto.

"Com os descontos, eu tenho de trabalhar 18 horas por dia para conseguir, na média, ganhar o salário mínimo de US$ 7 (cerca de R$ 28) por hora", diz Sam, 37, um haitiano que é motorista do Uber de San Francisco (ele pediu à reportagem para não ter seu sobrenome mencionado). Em San Francisco, 40 mil pessoas prestam serviço à companhia.

A paralisação também pode afetar a imagem do Uber, que recentemente anunciou parceria com a organização do evento esportivo.

O jornalista DIEGO IWATA LIMA viajou a convite dos canais ESPN


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