Folha de S. Paulo


Figo retira candidatura, e Blatter terá só um adversário na eleição da Fifa

Ben Stansall - 19.fev.2015/AFP
O ex-jogador português Luís Figo apresenta a sua campanha para a presidência da Fifa
O ex-jogador português Luís Figo apresenta a sua campanha para a presidência da Fifa, em fevereiro

O ex-jogador português Luís Figo, 42, anunciou nesta quinta-feira (21) que não vai mais concorrer ao cargo de presidente da Fifa.

"A minha decisão está tomada. Não disputarei aquilo que chamaram de ato eleitoral para a presidência da Fifa", disse Figo em comunicado em uma rede social na internet.

O português criticou a forma como a eleição foi conduzida.

"Haverá alguém que ache normal uma eleição para uma das mais relevantes organizações do planeta decorrer sem um debate público? Haverá alguém que ache normal que um candidato não apresente sequer um programa eleitoral ser sufragado no dia 29 de maio? Não deveria ser obrigatória a apresentação desse programa para que os presidentes de federações conheçam aquilo que vão votar?", questionou.

"É por isso que, após ter refletido de forma individual e partilhando opiniões com dois outros candidatos neste processo, entendo que o que vai acontecer dia 29 de maio em Zurique não é um ato eleitoral normal. E não sendo, não contam comigo", afirmou.

A decisão do ex-jogador chega poucas horas depois de o dirigente holandês Michael van Praag, 67, também renunciar.

Desse modo, restam apenas dois nomes na corrida presidencial: o príncipe Ali bin Al Hussein, da Jordânia, e o atual presidente da entidade, Joseph Blatter.

A eleição para a escolha do novo mandatário ocorrerá no dia 29 de maio, na Suíça.

Em entrevista à Folha, na semana passada, Figo disse que a entidade mantém uma "imagem péssima". "Ninguém considera a Fifa uma entidade transparente", declarou o ex-jogador, estrela na década passada de clubes como Real Madrid, Barcelona, Inter de Milão e seleção portuguesa.


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