Folha de S. Paulo


Jogo de manhã muda rotina de palmeirenses no domingo

Jogadores e torcedores do Palmeiras terão de mudar as suas rotinas no domingo pela segunda vez neste Campeonato Paulista por causa do horário da partida contra o Botafogo-SP pelas quartas de final da competição.

O confronto será às 11h. O horário foi definido nesta quinta-feira (9) pela Federação Paulista de Futebol a pedido da Secretaria da Segurança Pública, devido aos protestos contra o governo Dilma Rousseff previstos para a tarde de domingo.

Para os jogadores do Palmeiras, a rotina de alimentação terá de ser alterada. O café da manhã terá mais carboidratos, como pães e biscoitos. Os atletas também comerão mais que o normal e evitarão gorduras e fibras, que desaceleram a digestão.

Apesar disso, o clube não demonstrou contrariedade, já que o único veto era à realização do jogo na segunda-feira, como chegou a ser aventado pela federação.

A torcida mostrou contra o XV de Piracicaba, em 15 de março, que gosta do horário –a partida foi às 11h também por causa de protestos contra Dilma. O público pagante do jogo foi de 26.199 torcedores.

"Eu fui com meu filho e foi sensacional. E ainda deu tempo de almoçar com a família", afirmou Nelson Sambrano, 45, diretor de marketing.

"Vou a missa às 8h, tomo café na padaria até as 10h e sigo para o estádio. Almoço com a família e ainda durmo à tarde", diz o engenheiro Renato Mauro Filho, 35.

"Acho melhor até. Quando é às 16h, almoço correndo para chegar a tempo", disse o bancário Diogo Mafra, 30.

Alguns se queixam. É o caso do jornalista Obede Júnior, 30, que vê ainda viés político na decisão da federação.

"Não é hora para jogo, no meio do horário de almoço. E duvido que o horário mudaria se fosse um protesto contra a falta d'água", acredita.


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