Folha de S. Paulo


Presidente do Grêmio nega que pagará mais ao Palmeiras por Barcos

O presidente do Grêmio, Fábio Koff, negou que o Palmeiras tenha direito a uma complementação financeira ainda em função da transferência de Barcos.

"Não, não há nada a ser pago", limitou-se a dizer o dirigente da equipe tricolor.

Contudo, um outro dirigente do Grêmio consultado pela Folha se prepara para concluir os assuntos pendentes na negociação com o Palmeiras. Ele não confirmou se isso vai se dar em dinheiro, com a cessão de um jogador ou até mesmo no formato de um novo negócio.

"O contrato que fizemos foi muito complexo. Envolveu muitas contrapartidas. Tudo que posso dizer é que vamos resolver isso até o segundo semestre", disse o diretor de um dos departamentos do Grêmio envolvidos no negócio.

Lucas Uebel/Reprodução/Flickr/GremioOficial
Barcos chuta a bola durante a partida do Grêmio duelo contra o Náutico
Barcos chuta a bola durante a partida do Grêmio duelo contra o Náutico

O Palmeiras vendeu Barcos no início deste ano. O acerto foi de R$ 4 milhões pelos direitos econômicos -- o clube paulista permanece com 15%-- mais a quitação de R$ 1,5 milhão de dívidas com o atacante argentino e R$ 1,6 milhão à LDU (Equador).

O Grêmio também se comprometeu a repassar cinco jogadores ao Palmeiras, mas só quatro chegaram ao Parque Antarctica. Vilson, Léo Gago, Leandro e Rondinelly estão sob o comando de Gilson Kleina. Marcelo Moreno, um dos pretendidos, rechaçou a mudança e acertou recentemente com o Flamengo.

Diante da negativa de Moreno, o diretor-executivo do Palmeiras, José Carlos Brunoro, sempre destacou à imprensa a necessidade de uma reparação financeira. Sem nunca citar o valor ou data para o pagamento.

Procurado nesta segunda-feira, Brunoro não pôde conversar com a reportagem.


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