Folha de S. Paulo


Haddad concede reajuste salarial de 7,6% para professores e evita greve

A Prefeitura de São Paulo concedeu nesta quarta-feira (9) reajuste de 7,57% no piso salarial dos professores da rede municipal. A proposta foi aceita pela categoria, que decidiu não seguir com a greve que havia sido iniciada nesta quarta.

O piso vai subir de R$ 3.300 para R$ 3.550 em 2016. A referência é para servidores com jornada de trabalho de 40 horas.

Além do novo salário-base, o Sinpeem, principal sindicato da categoria, exigia antecipação de reajustes previstos para serem incorporados entre maio deste ano e maio de 2018. A gestão Fernando Haddad (PT) não aceitou as antecipações, oferecendo a alta no piso. O reajuste de 7,57% será pago em duas parcelas ainda neste ano.

Joel Silva/Folhapress
Professores municipais protestam em frente a prefeitura de São Paulo na tarde desta quinta (9)
Professores municipais protestam em frente a Prefeitura de São Paulo na tarde desta quinta (9)

A primeira parcela, de 3,85%, será paga em maio, data-base do funcionalismo. Em agosto, a prefeitura pagará a segunda parte, de 3,6%.

Com as quatro incorporações já previstas, o piso salarial dos professores municipais terá alta de 29,65% até 2018. "Estamos conseguindo o aumento do piso. Foi importante a mobilização nesse cenário de crise econômica", afirmou o presidente do Sinpeem, Claudio Fonseca.

Reunidos em assembleia na frente da sede da prefeitura, no centro, os professores decidiram por volta das 18 horas encerrar o movimento grevista e aceitar a proposta do governo. O sindicato já havia puxado outras duas manifestações neste ano. Na última, ocorrida na última sexta (4), a categoria havia decidido pelo início da greve nesta quarta.

O reajuste depende de aprovação da Câmara municipal. O reajuste fica abaixo da inflação oficial (IPCA), de 10,3%.

Além da alta do piso, a gestão Haddad ainda se comprometeu a antecipar para junho 50% dos valores de um bônus pago aos servidores, o PDE (Prêmio de Desenvolvimento da Educação). A bonificação chega a pagar R$ 2.600 no ano.

A prefeitura ainda se comprometeu a não alterar o sistema previdenciário dos servidores da educação este ano. O tema deve ser discutido ao longo do ano.

HISTÓRICO

A última paralisação na rede ocorreu no primeiro semestre de 2014. Após 41 dias de greve, o governo concedeu reajuste de 15,38%, dividido em três parcelas. A primeira, de 5,54%, foi paga naquele ano e as outras duas ficaram para este ano: 3,74% a ser pago em maio e 5,39%, em novembro.

No ano passado, um novo reajuste de 10% teve a incorporação ao salário divida. A primeira parte, de 5%, está prevista para maio de 2017 e o restante, de 4,76%, para maio de 2018.

É a antecipação desses porcentuais que o Sinpeem exigia. Pela negociação com a prefeitura, essa programação será mantida. As incorporações atingem servidores ativos e aposentados.


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