Folha de S. Paulo


Greve de funcionários afeta parcialmente 17 dos 24 campi da Unesp

A greve de funcionários e professores afetou nesta segunda-feira (4) a retomada das aulas em 17 dos 24 campi da Unesp. Segundo a reitoria, apenas os campi de Dracena, Itapeva, Ourinhos, Registro, São João da Boa Vista, São Vicente e Tupã estão tendo aulas sem problemas.

Os professores e funcionários da Unesp estão parados desde 27 de maio por reajuste salarial. O mesmo acontece na USP e aconteceu até a semana passada com a Unicamp –um abono fez os docentes da Unicamp interromperem a paralisação. Para este ano, os reitores dizem não ter condições orçamentárias para conceder aumentos.

A reitoria da Unesp fez uma reunião nesta segunda com representantes dos sindicatos dos funcionários e professores. Segundo a assessoria de imprensa, foi proposta a concessão de um abono de 21% aplicados sobre os salários de julho de 2014, abrangendo docentes e servidores técnico-administrativos, ativos e aposentados.

Foi oferecido também o reajuste do vale alimentação de R$ 600 para R$ 850, o que equivale a aumento de 41,6%, atingindo o mesmo valor da Unicamp, a ser implementado no primeiro dia útil após a normalização das atividades. As negociações salariais, porém, deverão ser retomadas no dia 3 de setembro, em reunião com as três universidades.

Os sindicatos dos professores e funcionários da Unesp foram procurados por telefone, na noite desta segunda, mas ninguém foi encontrado para comentar a proposta. O sindicato dos funcionários afirma em seu site que novas assembleias devem acontecer nesta sexta-feira (8) e um ato está programado para o dia 14 na capital paulista.

A Unesp informou que, entre os 17 campi afetados pela greve, há casos como o de Jaboticabal, em que apenas os funcionários estão parados e os professores continuam atuando normalmente. Cursos de pós-graduação e de extensão também acontecem sem alteração em todos os campi.

Não houve registro de protesto e piquetes nesta segunda na Unesp. Na semana passada, a Justiça concedeu uma liminar proibindo que funcionários grevistas fizessem um "trancaço" –como é chamado o protesto com fechamento dos portões da universidade. O ato estava programado para ocorrer em Marília (a 435 km de São Paulo).


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