Folha de S. Paulo


Prefeitura de Araraquara nega superfaturamento de lousas

A Prefeitura de Araraquara (273 km de São Paulo) negou que tenha havido superfaturamento e direcionamento na licitação para a compra das lousas digitais.

Em nota enviada por meio de sua assessoria de imprensa, a prefeitura informou que a fase pericial ainda está em andamento e que o valor pago a cada lousa se refere a um pacote que incluiu, além dos equipamentos, acessórios e serviços diversos.

De acordo com a assessoria, para a administração, o preço cobrado pela Clasus Brasil Informática Ltda. foi "vantajoso e adequado".

Isso porque, de acordo com a prefeitura, as lousas digitais são de alta qualidade e os projetores, de curto alcance e alta precisão, formando um sistema integrado.

Durante o processo de licitação, as empresas concorrentes apresentaram valores semelhantes, de acordo com a assessoria da prefeitura.

Sobre o laudo do perito, a prefeitura afirmou que "ficou claro que a empresa entregou corretamente os equipamentos ao município."

Também disse que o direcionamento na licitação não ficou demonstrado e que esta é apenas a opinião do promotor Raul de Mello Franco Júnior, autor da ação.

Sobre os hubs de conexão comprados e não utilizados, a prefeitura informou que, com a popularização de notebooks, os computadores "de mesa" se tornaram obsoletos e desnecessários.

Por este motivo, de acordo com a prefeitura, as escolas passaram a utilizar notebooks que, por serem leves e portáteis, dispensavam o uso de um hub.

Para a prefeitura, qualquer avaliação pública sobre as compras das lousas digitais é inadequada e prematura, já que a fase pericial será concluída pela Justiça após a homologação do laudo final.


Endereço da página: