Folha de S. Paulo


Prefeitura quer que Palmeiras faça limpeza de rua em dias de jogos

Parece uma ironia do destino com o clube que tem o porco como mascote (além do periquito, claro) e trata o estádio como "chiqueiro" nos cantos da arquibancada. Mas, após retirar latas e garrafas que entupiam os bueiros do entorno do Allianz Parque, na zona oeste de São Paulo, a prefeitura pediu ao Palmeiras para que o clube faça a limpeza do entorno do estádio nos dias de jogos.

A recomendação endereçada ao presidente do clube, Paulo Nobre, foi entregue pelo secretário municipal de Subprefeituras, Luiz Antonio de Medeiros, a um representante da agremiação na noite desta terça-feira (6).

Junto com a carta há fotos da sujeira dentro de galerias e um relatório que aponta "total entupimento das redes de drenagem de águas pluviais devido à enorme quantidade de garrafas PET".

O documento diz que a rua Palestra Itália (antiga Turiassú), em Perdizes, onde fica a sede do clube, já sofre com o histórico de enchentes e que a sujeira agrava o problema durante os períodos de chuva. A limpeza de galerias, porém, é obrigação da prefeitura.

A via está entre as dez recordistas de enchentes nos períodos de chuvas (novembro a abril) numa aferição dos últimos cinco anos.

Em dias de jogos, a região chega a receber 25 mil pessoas nos acessos ao estádio. Torcedores ocupam as ruas e consomem bebida e comida vendida por camelôs que se instalam ali. Parte da sujeira acaba indo para os bueiros.

Nos dias de shows, a estimativa é que o público circulante ali chegue a 50 mil.

"Embora a prefeitura venha envidando esforços para a manutenção da limpeza do entorno do clube, enormes são as dificuldades para atuar sozinha no local", diz a carta assinada por Medeiros.

A administração sugere que o clube providencie lixeiras no entorno do estádio e faça limpeza adequada dentro da arena após os eventos, além de campanhas de conscientização voltadas a sócios e torcedores.

ASPIRADOR ITALIANO

De acordo com a prefeitura, as centenas de garrafas, latas e copos plásticos foram retiradas por uma máquina italiana com capacidade para desobstruir as galerias que recebem água da chuva e também de aspirar tudo aquilo que impede a passagem da água durante tempestades.

Ao custo de R$ 100 mil por mês, o equipamento é uma das apostas do prefeito Fernando Haddad (PT) para reduzir os alagamentos nos pontos críticos da cidade.

Representantes do Palmeiras que receberam o pedido feito pelo secretário disseram que o clube colabora com a limpeza.


Endereço da página:

Links no texto: