Folha de S. Paulo


Novo policiamento da USP começa na próxima semana, diz secretário

O novo policiamento comunitário da USP entrará em vigor na próxima semana, segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes.

O anúncio do secretário foi feito um dia depois que um estudante foi baleado em uma tentativa de assalto em frente ao prédio da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras).

O novo modelo é inspirado em um sistema japonês, em que os policiais têm idade próxima à dos estudantes, contam com um treinamento específico para lidar com a comunidade universitária e serão voluntários (apenas os que se propuseram a trabalhar na universidade serão deslocados para lá).

Moraes afirmou que novo policiamento começa na segunda-feira (7). Contudo, não haverá aulas durante a semana toda na universidade –o recesso já estava previsto desde o ano passado.

"A polícia da ditadura vinha na Cidade Universitária para tudo, menos para proteger os alunos. Hoje, não. Hoje nós queremos e vamos, em conjunto com a reitoria, proteger os alunos, os professores e todos aqueles funcionários que atuam aqui", disse o secretário em coletiva.

Ele afirmou que o convênio entre a secretaria de Segurança Pública e a reitoria prevê também a criação de um conselho de segurança, formado pelo poder público e pela comunidade acadêmica, com reuniões mensais para discutir a segurança no campus.

Segundo Moraes, haverá também um curso de defesa pessoal para as alunas, a fim de evitar casos de assédio.

SINDICATO É CONTRÁRIO

Contrário ao modelo proposto pela reitoria da USP e pela SSP, o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) divulgou nota qualificando o projeto de 'militarização' que substitui o 'fortalecimento da Guarda Universitária'.

No comunicado, o Sintusp disse que o policiamento na USP "trata-se de uma declaração de guerra aos estudantes, funcionários e professores da universidade e suas entidades representativas contrárias a este modelo de 'segurança' e alerta para o inevitável confronto".

O sindicato reclama ainda que a decisão 'aproveitou' o caso do estudante baleado em frente à faculdade de letras.

Joel Silva/Folhapress
SAO PAULO,SP BRASIL-07-08- 2015 : Sindicato dos funcionários da USP (Sintusp) faz protesto contra a nova proposta de segurança para o campus da universidade, com a participação de PMs em frente ao predio da reitoria da USP, no campus, zona sul de Sao Paulo. ( Foto: Joel Silva/ Folhapress ) *** *** ( ***EXCLUSIVO FOLHA***)
Funcionários da USP em protesto contra nova proposta de segurança que vai colocar PMs no campus

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