Folha de S. Paulo


Reunião entre CPTM e funcionários fica sem acordo; categoria pode parar

Uma nova reunião de conciliação entre representantes da CPTM e funcionários da empresa terminou sem acordo na tarde desta terça-feira (2). A categoria vai fazer uma assembleia nesta noite para decidir se entra em greve nesta quarta ou se aguarda o andamento das negociações.

Os representantes da CPTM fizeram duas propostas. Uma delas é de reajuste salarial de 7,72% –6,65% do IPC/Fipe (de março) mais 1% de produtividade sobre esse valor– e mais 10% sobre os benefícios, e a outra de reajuste de 8,25% sobre salários e sobre os benefícios.

O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) propôs aumento de 8,5% nos salários e benefícios, mas o percentual não foi aceito pela empresa. Os funcionários, por sua vez, já tinham definido em assembleia realizada na semana passada uma contra-proposta de aumento salarial de 9,29%.

Mesmo sem acordo, o TRT pediu que os trabalhadores permaneçam em estado de greve, mas sem paralisação até nova reunião, marcada para o dia 11.

"A categoria está inquieta, nossa data-base foi em março e as negociações ainda não conseguiram progredir", disse o presidente do sindicato dos ferroviários, Eluiz Matos. "Eles [a CPTM] ainda têm até as 18h30 para tentar evitar uma greve", acrescentou.

O último reajuste da categoria, que tem data-base em março, aconteceu em maio do ano passado e foi de 7,5%. Na ocasião, o acordo com os funcionário foi fechado no dia anterior ao marcado para iniciar a greve da categoria.

Na segunda, os metroviários fecharam acordo de reajuste salarial com o Metrô, o que evitou a paralisação da categoria nesta terça. Pelo acordo, também feito em reunião no TRT, ficou definido o reajuste de 8,29%, além de 10% nos benefícios vale-refeição e vale-alimentação.


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