Folha de S. Paulo


Justiça de SP arquiva caso de Marcelo Pesseghini

A Justiça de São Paulo determinou o arquivamento das investigações sobre o caso Marcelo Pesseghini.

Para o juiz Renato Genzani Filho, da Vara da Infância, foi "absolutamente acertada" a conclusão da Polícia Civil que concluiu que foi o garoto quem matou a família (os pais, a avó e uma tia-avó) e depois se matou em 5 de agosto de 2013, em Brasilândia (zona norte de São Paulo).

Assim, se não houver um fato novo para reabertura das investigações ou uma decisão da Justiça em grau superior, o caso passará a ser considerado extinto porque o culpado já está morto.

O magistrado considerou frágeis os argumentos apresentados pela família no pedido de para reabertura das investigações do caso, incluindo uma página da internet.
rede social

Para a família, uma página do Facebook criada em memória ao sargento Luís Marcelo Pesseghini seria uma evidência de que o autor do crime é outra pessoa, já que foi criada às 16h48, antes de os corpos serem encontrados -depois das 18h do dia 5 de agosto de 2013.

"Ainda que louvável a preocupação familiar no sentido de se tentar resgatar a imagem do adolescente, maculada pelos terríveis fatos a ele atribuídos, tal intenção não pode ultrapassar os limites traçados pela própria investigação oficial que concluiu o oposto do que se quer fazer crer", diz trecho da decisão do magistrado.

Para o juiz, essa informação é frágil diante da investigação, ainda mais porque o criador da página postou mensagem dizendo ser um adolescente de 15 anos e acostumado a fazer homenagem a mortos famosos na web.

JUSTIÇA FEDERAL

A advogada contratada pelos avós paternos de Marcelo, Roselle Soglio, disse que vai recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça e, ainda, buscar a federalização do caso.

"Recebemos essa notícia de forma bem desgostosa. Prudência era algo que se esperava da polícia. Há 60 pontos que precisam ser esclarecidos", afirmou ela.


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