Folha de S. Paulo


É preciso dar voz às pessoas e diversidade de opinião, diz Zuckerberg

Paul Sakuma/Associated Press
Mark Zuckerberg, cofundador da rede social Facebook, durante evento em San Francisco (EUA). *** Facebook CEO Mark Zuckerberg during a meeting in San Francisco. A New York man who claims he and Zuckerberg made a deal nine years ago that entitles him to half-ownership of the social networking giant won't be allowed to question Zuckerberg or search his computers at this point in his federal lawsuit, a judge ruled Wednesday, April 4, 2012. (AP Photo/Paul Sakuma, File)
Mark Zuckerberg, cofundador da rede social Facebook, durante evento em San Francisco (EUA)

Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, anunciou nesta quinta (22) a revisão da missão da empresa para enfatizar apoio a grupos de pessoas com os mesmos interesses.

O fundador da maior rede social do mundo —quase 2 bilhões de usuários— tem como meta agora a construção e o fortalecimento de comunidades on-line por meio do Facebook Groups, criado em 2010.

Ao longo dos anos, Zuckerberg diz que percebeu que conectar as pessoas não era o bastante. "Agora percebemos que precisamos fazer mais também. É importante dar voz às pessoas, ter uma diversidade de opiniões por aí, mas, além disso, você também precisa fazer esse trabalho de construir uma comunidade para que todos possam avançar juntos", diz ele em entrevista à CNN.

Ele esteve em Chicago nesta quinta-feira (22) para encontrar pessoas que dirigem páginas de grupos no Facebook.

Casos recentes de notícias falsas, transmissão ao vivo de crimes (como estupros e assassinatos) e criação de bolhas que dividem o público na rede impulsionaram Zuckerberg a revisar a missão da rede social.

O movimento da companhia vem em um momento em que é pressionado por rivais menores como os aplicativos Nextdoor e Meetup, que aproximam vizinhos e pessoas da mesma região com interesses similares.

Para evitar que grupos fechados a favor do racismo, bullying e radicalismo prosperem, a empresa investe em inteligência artificial.

Mas Zuckerberg destaca que não quer que o principal do Facebook seja o controle de conteúdo —ele defende a liberdade de expressão, mas não o discurso de ódio. "O bullying ou qualquer coisa que cause danos no mundo real está fora dos limites. É permitido o conteúdo desagradável, desde que não seja discurso de ódio ou caminho ao longo da linha", afirma.

Com Reuters


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