Folha de S. Paulo


Radares voltam à região de Ribeirão, mas só em rodovias concedidas

Os radares móveis voltaram a ser instalados em rodovias da região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), mas só em trechos concedidos à iniciativa privada. A Altino Arantes, palco de 20 mortes em 2013, segue em meio a um imbróglio que impede a instalação de aparelhos.

No total, 11 radares móveis foram instalados pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem) em vias geridas por concessionárias.

Os equipamentos para controle do limite de velocidade vêm sendo instalados desde janeiro, após permanecerem por um ano fora das rodovias devido a atrasos na licitação dos novos radares.

Os radares estão em operação nos trechos administrados pela Centrovias (seis equipamentos), Vianorte (três) e Autovias (dois), que administram trechos das rodovias Anhanguera, Candido Portinari e Armando de Sales Oliveira, entre outras.

Os radares móveis são instalados sobre tripés em locais definidos pelo DER. A multa por excesso de velocidade pode chegar a R$ 574,62.

Os novos equipamentos não cobrem trechos previstos para serem atendidos por uma licitação que instalará radares em rodovias do DER, como a Altino Arantes. A instalação de radares é reivindicada por moradores de cidades como Altinópolis (333 km de São Paulo), Batatais (352 km) e Morro Agudo (380 km).

No trecho de Altinópolis a Morro Agudo, a rodovia registrou 20 mortes no ano passado, ante oito em 2012. Segundo a polícia, o número de acidentes no trecho caiu 21%.

O DER lançou uma licitação, em 2012, para instalar 450 radares fixos e lombadas eletrônicas (que informam a velocidade do veículo).

O resultado da concorrência foi questionado na Justiça e o processo está parado.

Silva Júnior - 3.jan.2014/Folhapress
Imagens sacras no km 46 da rodovia Altino Arantes, onde houve acidentes com mortes
Imagens sacras no km 46 da rodovia Altino Arantes, onde houve acidentes com mortes

INÍCIO

Só três dos 14 lotes têm previsão de operar a partir de março: Grande São Paulo, Bauru (329 km de São Paulo) e São José do Rio Preto (438 km).

O superintendente do DER, Clodoaldo Pelissioni, disse que os aparelhos serão instalados perto de placas indicando a localização, assim como o limite de velocidade. "A proposta é reduzir o total de acidentes. Não queremos radar escondido, nem [é o objetivo] elevar arrecadação."

Em todo o Estado a Polícia Rodoviária possui 100 equipamentos portáteis. Há ainda outros 340 radares fixos nos 16,8 mil km de rodovias.

Pelissioni esteve nesta sexta-feira (21) na região para audiências públicas de apresentação de obras da duplicação das rodovias Maurilio Biagi e Dr. Arthur Costacurta.

O valor é de R$ 64,1 milhões e será financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).


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