Datafolha


Cai aprovação ao técnico Tite

Opinião Pública -

Pesquisa Datafolha mostra que a aprovação ao trabalho do técnico Tite à frente da seleção brasileira de futebol registrou o patamar mais baixo da série histórica, iniciada em janeiro de 2018. Uma parcela de 37% avalia como ótimo ou bom o trabalho de Tite, 32% como regular, 16% como ruim ou péssimo e 15% não opinaram - entre os que não têm interesse por futebol esse índice sobe para 33%.

Em comparação com a pesquisa anterior, de junho de 2018, na véspera da estreia do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, os índices mudaram significativamente. Naquela data, 64% aprovavam o trabalho de Tite, 13% avaliavam como regular e 5% o reprovavam.

Nesse levantamento, entre os dias 05 e 06 de dezembro de 2019, foram realizadas 2.948 entrevistas presenciais em 176 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro máxima no total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Quando questionados se são a favor ou contra a contratação de um técnico estrangeiro para o cargo de treinador da seleção brasileira masculina de futebol, os brasileiros ficaram divididos: 46% são contra e 39% são favoráveis. Indiferentes são 9% e não opinaram são 7%.

Dos que são favoráveis a contratação, observam-se índices mais altos entre os homens (46%), entre os que têm 25 a 34 anos (47%), entre os que têm renda familiar mensal de mais de 5 a 10 salários mínimos (49%), entre os que se interessam por futebol (47%) e entre os que estão insatisfeitos com o trabalho de Tite (61%). Por outro lado, a taxa de rejeição a contratação de um técnico estrangeiro é mais alta entre os que aprovam o trabalho de Tite (57%).

Seis em cada dez brasileiros adultos (61%) têm algum interesse por futebol, desses, 28% têm grande interesse por futebol, 25% um interesse médio e 8%, pequeno. Uma parcela de 39% não tem interesse por futebol. O interesse por futebol é mais alto entre homens (75%), entre os mais instruídos (68%) e entre os que têm renda familiar mensal de mais de 2 a 5 salários mínimos (68%). Da parcela que não tem interesse por futebol, destacam-se os segmentos: mais pobres (46%), menos instruídos (48%), mulheres (52%), evangélicos (44%) e moradores de municípios com até 50 mil habitantes (44%).

Em comparação com a pesquisa anterior, de janeiro de 2018, os índices ficaram estáveis: 59% tinham algum interesse e 41% não tinham interesse. No entanto, o índice de interesse segue abaixo ao observado em abril de 2010, quando era 68%.

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