Datafolha


Cresce percepção de preconceito entre brasileiros na última década

Opinião Pública -

Pesquisa Datafolha mostra crescimento do percentual de brasileiros que se declaram vítima de algum tipo de preconceito - dentre seis pesquisados - nos últimos anos.

Três em cada dez (30%) declararam que já sofreram preconceito devido a sua classe social (era 23% em 2008), 28% já sofreram preconceito devido ao local de moradia (era 21%), 26% devido à sua religião (era 20%), 24% devido ao seu gênero (era 11%), 22% por sua cor ou raça (era 11% em 2007) e 9% por sua orientação sexual (era 4% em 2008).

Nesse levantamento, entre os dias 18 e 19 de dezembro de 2018, foram realizadas 2.077 entrevistas presenciais em 130 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro máxima no total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na análise por variáveis sociodemográficas, observa-se de maneira geral incidência maior de vítimas de algum tipo de preconceito entre os entrevistados que se auto declaram como pretos e incidência mais baixa entre os mais velhos e entre os que auto declararam como brancos.

O índice de vítimas de preconceito por classe social é mais alto entre os moradores da região Sudeste (35%), entre os mais jovens (36%) e entre os entrevistados que se auto declararam pretos (46%). Já, o índice de vítimas de preconceito por local de moradia sobe entre os moradores de municípios com mais de 500 mil habitantes (34%), entre os moradores de capitais (35%), entre os mais jovens (36%) e entre os pretos (38%). Por sua vez, o índice de vítimas de preconceito religioso se destaca entre os mais jovens (34%), entre os pretos (36%) e entre os evangélicos em geral (38%).

O índice de entrevistados que declararam que sofreram preconceito por seu tipo de sexo fica acima da média entre as mulheres (35%) e entre os pretos (34%). Entre os pretos a parcela de entrevistados que declarou que já foi vítima de preconceito racial sobe para 55%. Por fim, o índice de vítimas de preconceito por orientação sexual é mais alto entre os que se declararam homossexuais ou bissexuais, respectivamente, 55% e 38%.

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